sábado, 29 de maio de 2010

MUNDO E VIDA

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


A Papiro Editora, a 1 de Junho de 2010, na Fnac de Alfragide, para assinalar o DIA MUNDIAL DA CRIANÇA, lança dois livros. São eles: “MADA – quem és tu”, de Silvina Marques e “o guarda-chuva mágico”, de Paulo César Nunes.


A sessão decorrerá pelas 19h00.

Daniel Costa

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mundo e Vida

TAÇA DOS CLUBES
CAMPEÕES EUROPEUS

Congratulemo-nos desde já, porque o treinador português, José Mourinho, ao serviço do Milão, de Itália se sagrou Campeão Europeu da época 2009/2010. Feito que só por si, dá acesso ao clube participar na edição seguinte.
Em Portugal o Sport Lisboa e Benfica sagrou-se Campeão Nacional da época 2009/2010, sob a orientação do técnico português, Jorge Jesus, que também lhe dá acesso, por direito próprio a liga dos Campeões Europeus 2010/2011.
Este clube foi vencedor da competição nas épocas 1960/1961 e 1961/1962, desde então esteve várias vezes na final, saindo sempre derrotado.
Porém objectivamente vou abordar a época 1968/1969, em que o Benfica também entrou na maior competição europeia de clubes.
A então, editora PALIREX editou um álbum de cromos com todos os jogadores principais das equipas que participaram, foram elas: Benfica, Portugal; Real Madrid, Milão, Fussball, Saint-Etiene, Valur, Rápid, Anderlerlech, Akademisk, Glentoran, Jeunesse, Celtic, Manchester United, Malmô, Reipas, Manchester City, A. E. K., Fussubacllclub, Limassol, Ferencvaros, Cvena Zvezda, Carl-Zeiss, Ajax, Spatak Taz Trnava, Floriana, Club Sportif K.S. Ruch.
Os três administradores da citada editora, fizeram um périplo, por todas as sedes destes clubes para recolherem as fotos de todos jogadores participantes, com o objectivo de procederem à edição.
A caderneta foi impressa na então gráfica Bertrand & Irmãos, no Dafundo.
Como à época, era coordenador para os trabalhos editoriais, recebi uma caderneta e todas as folhas impressas inteiras, com as fotos dos jogadores a cores, antes da entrega ao cliente.

Da esqueRda para a direita: Os trÊs jog. de fila inferior,
Tony, Praia e Raúl Águas
ESTE É O CONJUNTO DE JOGADODORES, QUE O BENFICA APRESENTOU, PARA A TAÇA DOS CAMPEÕES 1978/1979, QUE ESTÃO NA CADERNETA EDITADA PELA PALIREX
Como se sabe, completar uma caderneta, dava direito a prémio, o que era difícil, dado que um cromo nunca aparecia, (tinha um nome: o mais custoso), sabe-se porquê!
Como dispunha de todo o material, dei-me ao trabalho de cortar todas as fotos e colar nas janelas respectivas, é por isso que conto no meu arquivo aquele objecto interessante porque histórico.
Histórico é o que se passou no acto da entrega, os maços de fotos de jogadores, sendo as folhas com eles bastante, morosas de cortar, este iam seguindo em tranches.
Num dia bastante chuvoso o carro da entrega sofreu um despiste, os cromos transportados, espalharam-se todos na via, com a chuva a cair sobre os mesmos. Aconteceu o pior do desastre, o condutor foi vítima mortal, um rapaz muito tranquilo, já casado e com um filho.
No entanto a editora, por intermédio do seu contabilista, um dos administradores, teve a pretensão de ser ressarcido, não pelo custo de edição, mas pelo de venda ao público, para mim estava a ser bico de obra, embora dissesse, o caso ser assunto de contencioso, a tratar do assunto, até porque havia seguro.
Em resultado, conversei no respectivo departamento, fiz o que me competia, no caso e acabei por nada mais saber do assunto.
Tal como Bella Gutman, o treinador campeão europeu preconizou, quando deixou o Benfica, este não fora mais campeão europeu, não foi nessa época e ainda espera.

Daniel Costa

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mundo e Vida

António Spínola passando em revista tropas nativas


António Spinola no comando de tropas em acção


MARECHAL SPÍNOLA



Com a designação genérica de SPÍNOLA, sub titulo SENHOR DA GUERRA, da autoria de Manuel Catarino e Miriam Assor, editado por Presselivre, Imprenssa Livre SA, para ser distribuído pelo jornal “Correio da Manhã”, mais uma biografia do grande estratega militar que foi António Spínola.
Não é minha intenção falar desta obra. Da mesma apenas desejo referir uma gralha que detectei, na segunda edição, página 54 onde refere uma tragédia em combate no Batalhão 345, que Spínola de facto comandou em Bessa Monteiro, Angola, ocorrida em 25 de Abril de 1961. Ora isso não poderia ter acontecido na data indicada.
Acontece que a esmagadora maioria dos soldados que fizeram parte dele, só vieram a assentar praça em Elvas e Castelo Branco no mês de Junho desse ano.
O 345 formou-se em Setembro de 1961 e embarcou para Angola em 14 de Novembro de 1961.
Deduzo estar certa a data mas em 1962.
De qualquer modo as gralhas são uns “pássaros”, que pairam em qualquer publicação, por muito cuidado que se tenha.
Posto isto, passo a falar num sentido mais em relação com as minhas andanças por este mundo.
É assim: sob o comando do comando do então Tenente-Coronel António Spínola, formou-se no Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, o Baralhão 345 em Setembro de 1961, de que eu fazia parte como elemento do Esquadrão 297.
Nos primeiros dias de Outubro seguinte, o 297, tendo o comandante mais novo, por conveniência de serviço, foi substituir um outro adido em Faro, que por sua vez foi substituir este no Batalhão.
Logo aí ficou célebre a sua frase populista, quando viu todo o Batalhão regressar da instrução militar de campo. Tinha chovido, o exercício decorrera debaixo da chuva, dando como resultado os militares terem ficado molhados e enlameados:
“É assim que gosto de ver o comportamento dos meus homens”! Disse.
Acabei, sempre integrado no 297, que também seguiu para Angola no Batalhão 350, comandado pelo Tenente-Coronel Costa Gomes, irmão do futuro Presidente da República e Marechal do mesmo apelido.
Depois vim a fazer parte do Esquadrão Eventual 350, que com o Esquadrão eventual 345, foi destinado à Província angolana diamantífera da Lunda, a fazer fronteira com o Congo Ex-belga, hoje Zaire.
Na passagem por Nova Lisboa, actual Huambo, uma dormida deu-se no quartel local, como o Eventual 345 era formado do seu Batalhão, ele apareceu e fez o seu discurso para ambos os Esquadrões, que ouviram em formatura.
Mais tarde, já na Lunda, visitou a seu Esquadrão Eventual 345, tendo-o feito de seguida ao Eventual 350, já que era tudo tropa oriunda da Cavalaria de Estremoz.
Aí visitou a instalação, de certa dignidade, o depósito de géneros alimentícios, de eu era coordenador, pelo que me estendeu a mão.
Regressado de Angola, em 1964, vim morar para Lisboa, em casa de uma prima em segundo grau. Spínola a certa altura fora visita da casa, de que tinha resultado, um outro primo ter sido seu impedido. Acabado o serviço militar, este colocou-o na Guarda-Fiscal.
Acabou por vir a resultar o filho deste ter vindo a ser seu Ajudante de Campo na Guiné-Bissau.
António Spínola veio a ser Presidente da República e ascender ao elevado à dignidade militar de Marechal.
Faleceu em 1996.



Daniel Costa