terça-feira, 29 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

FIM DO JORNAL 24 HORAS

No dia 5 de Maio de 1998, estava eu a passar uns dias de férias em Albufeira, no Algarve, era fiel a um jornal de que guardo boas recordações, também já extinto, A CAPITAL
Como não estava em Lisboa, tinha-me passado despercebida a criação do novo meio de comunicação. Como então coleccionava primeiros números de publicações, tratei de adquirir um exemplar, preterindo o meu fiel meio de comunicação em papel.
Pode ser visto aqui o cabeçalho da capa do primeiro número que foi dado à estampa.
O que me leva a ter pena da queda do jornal é a mesma razão que esta me assolou, em todos os casos.
Não por ter colaborado e continuo, em variadíssimos órgãos de comunicação social, inclusive de Espanha, de ter criado a minha própria revista, que durou mais de três décadas, escrevendo e sendo o próprio paginador.
Isto porque a feitura de um jornal, mesmo qualquer trabalho gráfico, não tem segredos para mim. Sou ainda do tempo da composição em chumbo nas linotypes, da fotogravura, da galvanoplastia etc.
Conheci várias salas de redacção, de teleimpressoras, que no seu matraquear, iam recebendo notícias de todo o mundo.
Depois os meios evolutivos que foram deixando, títulos pelo caminho, como seria lógico.
Acontece que os meios de comunicação social, têm continuado a evoluir, para dar lugar a novas formas de informação.
Fazendo uma retrospectiva de todo o mundo da informação, desde os anos sessenta de século passada, como de todos os sectores da economia, fica-se com uma panorâmica da abissal diferença.
Torna-se interessante poder conversar com gente de trinta, quarenta anos, ou mais para ver o que temos de continuar a reciclamo-nos.
É de crer que a sociedade do futuro, vai depender da globalização que a Internet protagoniza. É de crer mesmo que os mais velhos de hoje deviam fazer todo o esforço para entrar já nesse novo mundo.
Mas enfim, o meu objectivo é deixar aqui expresso, o que me motiva, a mágoa de ver findar, no fim de 12 anos, mais um jornal diário, o 24 HORAS.

Daniel Costa

terça-feira, 22 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

“HEI-DE ESMAGÁ-LOS COM O MEU OPTIMISMO”

Há anos vi ma Televisão um filme, não sou capaz de recordar o nome. O que nunca esqueci foi a frase, em título, porque eu próprio, sou inveterado cultor do optimismo.
Efectivamente, a palavra “esmagá-los” configuraria um é exagero, caso não de inserisse no humor de que António Silva foi mestre.
Porém, o optimismo é um forte antídoto contra alguém maldoso por natureza,
Porém é de ter em conta, que um optimista só o poderá ser tendo a capacidade suficiente para conhecer o mundo que o rodeia e aperceber-se das várias manobras para o destruir. O mesmo causa confusão em muitos espíritos.
Esses gostam mais de destruir de que tentar aprender a construir, dai que pensem que alguém que actue sob o signo do optimismo é alguém cheio de bens materiais.
Podem pensar erroneamente, mas para construir é preciso ser optimista e ter fé si, em primeiro lugar, mesmo usando bens materiais.
António Maria da Silva, de seu nome completo, a meu ver, terá sido, um dos maiores e mais talentosos artistas cinematográficos do país.

O espírito de humor que alardeou em filmes, como “O GRANDE ELIAS”, “O LEÃO DA ESTRELA” ou “O COSTA DO CASTELO”, para não falar em muitos outros, em que fez personagens de evidente humor optimista, são o paradigma do que deixo escrito.
António Silva faleceu com 84 anos, em 3 de Março de 1971, em Lisboa.

Daniel Costa

sábado, 19 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

MORREU JOSÉ SARAMAGO

A dezassete de Maio do ano de dois mil e dez, faleceu com 87 anos, na sua casa em Lanzarote, Espanha, o grande escritor, José Saramago.
Dado que se trata de um português ilustre, galardoado em 1998 com o Nobel da Literatura, o Estado Português, através do Ministério da Cultura, procedeu à trasladação do féretro para ser cremado em Lisboa.
As honras fúnebres Oficias foram prestadas no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, onde esteve em câmara ardente.
Vou recordar aqui a homenagem que os Correios Portugueses lhes prestaram em 1998, ano em que foi agraciado com o Prémio Nobel da Literatura.
Foi lançado, com Carimbo Comemorativo de Primeiro DIA de Emissão, em 15/XII/1998, um bloco filatélico alusivo, no valor facial se 200$00. O selo com a sua efígie figura ao centro, à esquerda cinco dos seus livros, a saber, “Deste Mundo e do Outro”, “História do Cerco de Lisboa”, “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” e “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.
O lançamento do bloco, que fica para a posterioridade, teve lugar no Salão Nobre do edifício sede dos CTT, na Rua de S. José, em Lisboa, com a presença do laureado, da sua mulher, a Jornalista e tradutora espanhola Pilar de Rio e de muitas entidades, como o Ministro dos Transporte de então, o Eng. João Cravinho, o Presidente da Sociedade de Autores, para não falar no titular dos Correios e muitas outras entidades.
A imprensa televisiva, falada, e escrita, esteve representada em peso, inclusive uma televisão de Espanha.
Estive presente a reportar, para a revista Crónica Filatélica, da Afinsa, de Madrid. Como a todos os jornalistas, foi-me entregue um dossier com um FDCB (envelope com o bloco carimbado e outros elementos). Vários presentes solicitaram a José Saramago, o seu autógrafo, no próprio envelope, que acedia com agrado, procedimento que segui, o que me permite apresentá-lo aqui autografado.
Dias após, recebi dos CTT - Correios de Portugal, a foto de José Saramago, em plena recepção, vendo-se o então Ministro dos Transportes, a mesma que também se reproduz.

Daniel Costa

quinta-feira, 17 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

FÁBRICA SIMÕES
 
A Fábrica Simões, a laborar num edifício construído, de raiz no Bairro de Benfica, na Avenida Gomes Pereira, em Lisboa, foi criada no já longínquo ano de 1907. Ali chegou a trabalhar cerca de um milhar de operários. Possuiu creche, onde as empregadas podiam deixar os seus filhotes.
A unidade fabril era dedicada a confecções de “langerie”.
Ao tempo, muitos operários vinham da vizinha Amadora, terá sido a mesma que trouxe a Benfica o primeiro surto de desenvolvimento e terá sido o motivo porque a artéria ficou muito conhecida na cidade.
Quase em frente à Fabrica, muitos estarão lembrados de haver uma vivenda, onde moravam os proprietários, No meio do seu jardim havia uma estatueta, representando o fundador.
Foto Internet: o projecto

Há mais de vinte anos, que a grandiosa Fábrica deixou de laborar. No entanto o edifício ainda existe, sendo um dos poucos fabris antigos existentes em Lisboa.
O edifício, de bela arquitectura, bastante degradado, situa-se na Avenida Gomes Pereira, junto à junta de freguesia local, havendo um projecto para o recuperar, para um condomínio com espaços de lazer.
A recuperação em projecto prevê um aumento de 700 automóveis, para o que se prevê também um via subterrânea para mais fácil escoamento de trânsito, não afectando o existente, já que a Avenida Gomes Pereira, entronca na Estrada de Benfica, com a Avenida do Uruguai.

Foto Daniel Cota: Friso do edifício, vendo-se o projecto

Por essas vias, passa muito trânsito se destinará ao Centro Comercial Colombo, também em Benfica, de grandeza impar, o que evitaria afectar.
Julgo que o empreendimento de requalificar do espaço, porque presumivelmente se irá destinar a uma classe alta, não aguardará muito espaço de tempo a ser construído, apesar da crise que se conhece.

Por Daniel Costa