sábado, 28 de agosto de 2010

COM A IDADE APRENDEMOS A SER NOVOS


COMO DEVO SER UM DOS MAIS VELHOS BLOGUERES DESTA RODA, SINTO-MO A APRENDER A SER NOVO, É COM ENORME PRAZER QUE  RECOMENDO A FÓRMULA.

O pensamento que segue recebi por E-Mail:

"O preço da idade é bagagem que adquirimos

por todos os anos vividos, de alguns fracassos que existiram
e de toda a experiência que vivemos.

Mas, o maior Preço da Idade é desistir de si mesmo.

Com carinho,"

Postado por daniel Costa

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

MUNDO E VIDA


UMA TARUGARUDA EM CIMA DO POSTE


Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho *almeida, cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo, o médico e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre o Sócrates.
O velhote disse:
"Bom, o senhor sabe... o Sócrates é como uma tartaruga em cima do poste..."
Sem saber o que o almeida quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste
E o almeida respondeu:
"É quando o Sr. Dr. vai por uma estrada, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga a tentar equilibrar-se.
Isso é uma tartaruga num poste."
Diante da cara de interrogação do médico, o velhote acrescentou:
"Ninguém entende como ela chegou lá;
Ninguém acredita que ela esteja lá;
Toda a gente sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Toda a gente sabe que ela não deveria nem poderia estar lá; Toda a gente sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
Ninguém entende porque a colocaram lá;
Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima DEFINITIVAMENTE não é o lugar dela".

AJUDE A TRATARUGA A DESCER DO POSTE!...


UM DOS VARIADÍSSIMOS E-MAIL’S QUE RECEBO, NESTE FIZ ARRANJO E ACHEI POR BEM POSTAR.


PALGUM DO AMIGOS BRASILEIROS QUE O VISITEM EXCLAREÇO: SÓCRATES É DE MOMENTO O PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL.

* NOTA: Em Lisboa é comum dar-se a designação de -  almeida - a um varredor da cidade.


Arranjos o postado por Daniel Costa

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CIDADE DOS DIAMANTES

CIDADE DOS DIAMANTES

Amesterdão, na Holanda, é muito conhecida também como a cidade dos diamantes, devido a ter várias oficinas de lapidação e ser um importante centro do comércio dessas pedras, transformadas em preciosas jóias que fazem o “glamour” das grandes damas.
Porém Heitor que estivera na cidade do Dundo, na Lunda. Bem no norte de Angola, na fronteira com o Zaire, Ex - Congo Belga, quando se referia a essa, o que fazia inúmeras vezes, dizia-a cidade dos diamantes, senão a capital dos diamantes.
A cidade era toda uma estrutura total da organização de extracção mineira de diamantes. Situa-se na Província em que todo o solo é composto dessas pedrinhas de maior ou menor teor.
Também se lhe referiu, no encontro desse dia, com Hassan, ambos muito interessados em conversar sobre diamantes, também ele fizera uma comissão de trabalho, nesse ambiente inesquecível a colonos que por ali .
Hassan, tinha passado por aqueles estado na época de transição de Angola, Província de Portugal, a país independente e a iniciar a sua longa guerra civil, que a riqueza gerada no contrabando de diamantes tivera importante influência.
A certa altura veio à conversa o tema escravatura do tempo colonial.
Lunda, a terra duma cultura ancestral, como pôde ser visto por manifestações, que a própria Diamag – Companhia dos Diamantes de Angola, antes da independência do país, apoiava e pelo próprio acervo do Museu Etnográfico do Dundo, que ambos haviam visitado como confirmaram.

Diamante em pedra e lapidado

Era na extracção dos diamantes que se notava mais a discriminação racial. Por exemplo o trabalho mineiro era apenas executado por negros. Estes iam a casa, apenas de quinze em quinze dias, passando antes por rigorosas inspecções, sempre tendentes a evitar desvio de pedras.
O mais engraçado, foi quando falaram da proibição dos colonos criarem animais de capoeira pois acontecia, como sempre, para evitar desvios, pode dizer-se contrabando.
Foi a vez do Heitor sorrir a bom sorrir, lembrava-se de todos, nos seus grandes espaços criarem os animais, evitando comer só carnes brancas do aviário da Cancanda, da Diamang, fornecedora única de tudo.
Utilizava meios próprios, inclusive aeroporto, onde passavam muitos víveres, naturalmente, usando aquilo a que se podia chamar racionamento,
Galinhas ou patos marrecos, o mais fácil de criar podiam armazenar, nas suas goelas as pedrinhas que podiam vir a ser recuperadas nas fezes, pela impossibilidades destes as desfazerem nas entranhas.
Ambos recordaram o aviso: qualquer pedrinha que seja pisada, pode ser diamante, o melhor será nem fazer caso!

Museu Etnográfico da cidade do Dumdo


Máscara quioca Mwana wa pwa (Museu do Dundo)
Curiosidade: postal impresso em rotogravura, na grafica Bertrand & Lrmãos
Extinta no final dos anos sessenta, sob obra número 1.476.
Recolha feita por Daniel Costa, na própria empresa.
Como pode acontecer, perguntaram-se! Porém quando visitaram o Museu do Dundo, na secção própria, pelas classificações dos diamantes puderam confirmar, já os terem visto no terreno. De facto, tudo ali são diamantes, desde as pedrinhas que se desfazem entre dedos aos mais raros.
Todas e são muitas, têm classificação, que nada têm a ver com valor de preciosidades.

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 11:54  12 comentários

O CONTRABANDO DE DIAMANTES

O CONTRABANDO DE DIAMANTES

Ainda nos finais do século passado, a Assembleia Geral das Nações Unidas, reuniu várias vezes, objectivando aplicar sanções aos movimentos rebeldes, que fomentavam e impunham guerrilhas aos governos legítimos, em vários países africanos, em parte subvencionados pelo contrabando de diamantes.
Um dos países era Angola, que Jonas Sabimbi, a comandar a facção rebelde UNITA, se tentava impor ao governo de José Eduardo dos Santos.

Gurrilheiro do UNITA recrutado apenas com 11 anos de idade

RIFoi no princípio, da década de sessenta que Diamantino, um colono se dedicou à rentável actividade do contrabando dessas pedras, ditas preciosas.
Dizem, com foros de verdade, que os diamantes são eternos, porém as vidas que custam não são.
Diamantino, que matinha o negócio paralelo, na zona de Distrito da cidade de Malange, forçosamente se deslocava a Luanda, capital do pais, prestes a ser martirizado por uma guerra civil, em que o contrabando de diamantes iria desempenhar um papel económico preponderante.
Fazia as deslocações, até Luanda, por picadas, as estradas do país, no seu Mercedes, sempre acompanhado por três ajudantes e guarda-costas. Formava-se um grupo de diversão de pelo menos uma noite na cidade capital.
Uma noite de orgia à da conta da transacção das pedras.
Como o usual, bateu à porta da “boate” da Dolores, esta abriu-se de par em par. O grupo entrou, Diamantino logo solicitou, uma acompanhante para cada. Para a orgia ser completa pediu bar aberto e portas encerradas, ele se encarregaria de a ressarcir de todas as despesas.
Como é evidente o cliente, era de peso e habitual amante da Dolores, nas noites de Luanda, as acompanhantes dos amigos, também desempenhariam o papel de amantes, alta madrugada na dormida.
Outros passadores, depois de novas noites de orgia, as fariam chegar aos grandes centros do comércio legal de jóias da Europa.
Os filões, desse grande mundo de extracção de diamantes, a região dos quiocos, a grande Província da Lunda. Tnha sido administrado por uma grande companhia, que preservava bastantes filões para não vulgarizar o produto.
O contrabando enquanto vulgarizava, encarecia o produto, mantendo-o apenas acessível só a gente abastada e caprichosa no satisfazer frivolidades.
Sem o saberem, ou pouco lhes importaria, fomentavam guerras, terrenos minados e escravatura.

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 10:39  4 comentários