quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

ENTREVISTA -3º. ENCONTRO DE ESCRITORES DA AECODE






Daniel Costa tem publicadas as seguintes obras: 2010 – “Lisboa Café”, Papiro Editora; 2010 – “Amor na Guerra”, editora Alfarroba; 2011 – “Dueto Encontros de Poesia” (antologia onde publicou três poemas da sua autoria); 2011 – “Poemas para um Homem só”, Papiro Editora; 2012 – “Poesia ao Ritmo do Optimismo”, Editora Alfarroba; 2012 – “Encontros Luso-Brasileiros de Poesia” em coautoria com a poetisa brasileira Ma Socorro, Papiro Editora; 2013 – “Tejo Horte” (ensaio policial), Editora Alfarroba; 2013 – “Sonho Amor e Poesia”, “Eu e Você” (poemas) e “Top Secret Olavo” (novela policial), todos em publicação.
Livros & Leituras  – Como é que a escrita entrou na sua vida e que papel ocupa?
Daniel Costa – Creio que, objetivamente, começou com a mobilização, para a guerra colonial. Com a ida em 1962, imaginei um diário que havia de ser publicado na forma livro. Só em 2010 veio a ser editado com o título “Amor na Guerra”. Foi já o meu segundo livro. A escrita, atualmente, é a única ocupação que tenho.
L&L – Escreve por inspiração ou objeto de um trabalho apurado e consciente? 
DC – Escrever para mim, é objetivo muito consciente, contando com inspiração, especialmente, quando se trata de poesia.
L&L – No seu entender, há uma verdadeira comunidade de escritores lusófonos, unidos em torno da Língua Portuguesa, sem fronteiras de nacionalidade?
DC – De certa maneira, haverá mais a partir do Brasil, onde os escritores e outros artistas de língua Lusa têm tendência a ser bem acolhidos. De Portugal espera-se, pelo menos, que as autoridades competentes construam acordos para isenção alfandegária dos livros e a redução nos custos dos correios. A fim de que a circulação dos livros, esse inestimável bem cultural, possa unir mais a comunidade lusófona
L&L – De que forma pode a Literatura reforçar os laços no espaço da Lusofonia?
DC – A Literatura tem tudo para reforçar o espaço da Lusofonia, mas precisa da atenção dos Governos, para esse aspeto, deve constituir parceiros, como com a AECODE ou outras entidades.
L&L – Enquanto escritor(a), que dificuldades encontra, no que diz respeito à edição e divulgação do seu trabalho?
DC – Na edição nunca tive dificuldade, senão economizar para pagar. Mas tem sempre de haver uma grande luta, essa é a verdade. Até porque, os  grandes livreiros  ignoram ostensivamente, os novos escritores, nem sequer lhes respondendo
L&L – Que estratégias de incentivo à leitura gostaria de ver implementadas?
DC – O incentivo à leitura devia ser logo implementado nos bancos da escola e estimulado pela própria família. O Associativismo também de ser muito presente neste campo.
L&L – Acha que o uso das novas tecnologias desvaloriza os encontros com escritores e outras atividades presenciais, nomeadamente, o contacto com os leitores?
DC – Pessoalmente, e por experiência própria, creio que não, antes pelo contrário. O contacto com as novas tecnologias estimula o conhecimento, que os livros, pelo manuseio complementam.
L&L – Tem preferência pelo livro em suporte de papel ou crê que os suportes digitais são o futuro?
DC – Tenho preferência pelo suporte de papel, suportes digitais são auxiliares.
L&L – Para os leitores que estiverem a pensar em ler um livro seu, pela primeira vez, qual aconselha e porquê?
DC – Depende, a quem gosta de poesia, recomendaria “Encontros de Poesia Luso-Brasileira”, por ser de poesia em dueto, com uma poeta nordestina-brasileira. Aos que gostam de estudos “Lisboa Café”, porque ali se fica com a ideia de como eram feitos os jornais antes da Revolução de Abril.
L&L – Que projetos literários tem para o futuro?
DC – De momento, três livros em edição, dois de poesia, “Sonho, Emoção e Poesia”, “Eu e Você – Poemas” e a novela policial “Top Secret Olavo”. Nos meus livros, depois de “Lisboa Café” e “Amor na Guerra” há muita presença do Brasil.
Entrevista de Lurdes Breda
No âmbito do 3º. Encontro de Escritores da Lusofonia, em organização da EACODE, em Montemor-o-O Velho. a 5/6 de Outubro de 2013
 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

HISTÓRIAS DE AMOR QUE NÃO CONTEI



HISTÓRIAS DE AMOR QUE NÃO CONTEI
No último ano de século passado, depois de grande AVC – Acidente Vascular cerebral, pelo hospital fui entregue à família em semi coma, em estado dito, terminal.
Seria assim menos um bom rapaz a cruzar-se com a irmã morte, naquela unidade hospitalar.
Estive naquele estado, cerca de quatro meses.
Nesses tive espaço de tempo de lucidez.
No entanto tinha regredido e como na adolescência me preocupei muito com amores. Sem sorrir nunca me senti triste, mas meus deuses – com quem casaria, se não tinha namorada!
Numa dessas lucubrações, a filha questionou-me assim: “pai mas nas não casaste com a mãe”?
Fez-se então luz no meu espírito, deixei de me preocupar a esse espectro.
Ficava então livre de quaisquer motivos de preocupação.
Outros sonhos podiam continuar.
Possíveis tristezas ou dissabores, estavam arredadas. Contra tudo e todos, pensava, ainda viveria dez anos, tempo suficiente para os realizar.
A lucidez continuaria intermitente, para ir pensando no futuro.
Por vezes era o passado, que passava na mente, em jeito de fita cinematográfica, onde os velhos amores se destacavam.
De facto, a determinada altura, mercê de usufruir do estatuto de trabalhador estudante, fui subindo bastante na vida, o que deu origem a várias revolução amorosas, a condizer mais com as novas posições socias, que iam sendo tomadas.
Vou referir dois casos:
- Em determinada altura, trocas de olhares, nas aulas do liceu, em breve resultaram namoro. A miúda era bastante interessante. A princípio achei que tinha feito a última conquista amorosa da vida.
A breve trecho, ela me telefonava todos os dias, para lhe esclarecer dúvidas sobre todas as lições recebidas na aula. Depressa vi que, a minha nova namoradinha, era um cepo mental.
Porém o namoro continuou, passamos a nos encontrar em deambulações noctívagas pela cidade. Os tempos eram outros e beijar era um caso muito sério.
Tinha até já ouvido, a uma grande senhora a seguinte frase: “quem beija faz o resto”.
Dado o andarmos tardiamente nas ruas da cidade, bastantes vezes, não se via viva alma.
Eu pedia um beijo que sempre foi negado, até que lho roubei.
O que fiz?
A garota desatou a chorar, como se fosse desabar o mundo. Senti-me culpado e julguei que ia ali acabar o namoro.
Mas não, beijar nunca mais, mas ficaria com a hipótese de ser eu a vir a acabar.
Aconteceram mais alguns encontros noctívagos. Era hábito, levá-la à porta.
Em determinada ocasião, eram cerca de onze horas da noite, passávamos à porta de familiares seus, ela deixando-me na rua, a olhar para a lua, disse: “espera um pouco, vou visitar os meus primos volto já”.
Tanto bastou para eu zarpar. Telefonou depois, para me ouvir – o namoro acabou!
Depois de vários, namoros, veio o último.
À época a trabalhar num escritório de zincogravuras. A casa tendo cerca de quarenta empregados, nenhum era do sexo feminino. Eu era coordenador de todo o expediente.
Dali ideias de namoros não podiam sair.
Como tinha já arreigada a ideia de procurar a perfeição e era considerado, podia fazer horas extras a meu talante. Assim, até nas duas horas de almoço, à excepção de quinze minutos, trabalhava.
Funcionava a verdadeira Internet desse tempo, a revista PLATEIA, da conceituada Agência Portuguesa de Revistas.
Como dispunha de pouco tempo, seguindo bastantes exemplos, coloquei anúncio na secção de namoros.
Dentre as várias respostas, seleccionei uma.
Namorei a escolhida, de acordo com ela viemos a trocar um beijo às escondidas, exactamente numa galeria do metropolitano. Ficou o caminho aberto para mais outros, sempre às escondidas, até ao matrimónio, segundo os ritos da Santa Madre Igreja.
O ritual do namoro, esse teve origem num anúncio da, há muito, extinta revista PLATEIA.
Em bastantes namoros, mãos dadas, era sempre fruto proibido.
Devo mencionar a figura do “pau de cabeleira”, que acompanhava sempre os pombinhos, não fossem o mesmos perderem-se.
Sobretudo, no último namoro, fui eu, pobre de mim, a pagar três bilhetes por sessão, o que coarctava qualquer gesto de mais terno.
Outros tempos, no século passado!
Daniel Costa
 
 
 

 

 

domingo, 30 de junho de 2013

NOITE DE SÃO PEDRO

FESTA EM BENFICA - LISBOA

Na noite se São Pedro (29/06/2013), naturalmente por se aproximarem eleições autárquicas, a Junta de Freguesia de Benfica, promoveu uma grandiosa festa, no largo junto à igreja matriz, Senhora do Amparo.
Duas Marchas da Freguesia, ensaiaram desfile na Estrada de Benfica, que esteve cortada ao trânsito, junto da Avenida Grão Vasco ( poente) e junto à Travessa das Escolas.
Tudo esteve a funcionar como um grande arraial dos Santos Populares, com as suas tradicionais tasquinhas, com sardinha assada, febras, etc. Também não faltaram os vasos de manjericos!
Cabe dizer que nunca vira tanta animação em Benfica.
Seguem-se as fotos que obtive do evento:

































Texto e fotos

Daniel Costa

sábado, 1 de junho de 2013

sexta-feira, 22 de março de 2013

DEVIDAMENTE TRATADO



VAI DEVIDAMENTE TRATADO
Em Agosto de 2000, num dia que não sei precisar, na hora de alta de doentes do Hospital de Santa Maria de Lisboa, eu: Daniel Costa estava incluído.
Ia sair dali, em estado de semi–coma. Nesse estado, tive momentos de lucidez (?), fixei o médico que me tratou, de uma enorme ferida, com “betadine” na canela direita, mercê de querer fugir e me amarrarem à cama.
Fixei o riso do médico, para os circunstantes, como que a dizer: este tem alta, para morrer, mas vai devidamente arranjado!
Ainda passei quatro meses em casa, nesse estado, e o ferimento, diariamente tratado, demorou cinco meses a sarar.
Devo dizer que nunca, senti dores. Parece que fiquei imune a essas, uma vez que são passados cerca de treze anos, sem as sentir.
Nunca tive dores, é certo, mas o médico conta com o meu sorriso, recuperado sete anos após, sempre que recordo o facto.
Daniel Costa

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

POEMAS DE UM HOMEM SÓ

DESEJO,AQUI  PERPETUAR MARAVILHOSA HOMENAGEM, E O CARINHO COM QUE SEVERA CABRAL (Escritora) HOMENAGEOU NO SEU BLOG "FOLHAS DE OUTONO. 

Convido todos a uma uma a uma visita ao "FOLHAS DE OUTONO", para o que deixo o link, vale a pena: 

http://severaescritora.blogspot.pt/

GRATO SEVERA, MINHA AMIGA!...

POEMAS DE UM HOMEM SÓ ! ! !






ACRESCENTO MAIS UM DOS POEMAS DO LIVRO, POR SER DE ASSUNTO VIVIDO.

AVENAL

Desafiado pelo Toino Tchim
Um amigão, afinal
Bastantes dias, vinha, cavei
Na quinta do Avenal
Montados nas bicicletas
Íamos pelo Toxofal
Ali na padaria
Na do Carlos padeiro
Ainda madrugada
Adquiríamos o casqueiro
Da primeira fornada
Tomávamos o “mata-bicho"
A manhã despontava
De bom vinho
A velha cornada
Dizia o caseiro:
Quem se negue, não é homem
Não é nada!...
A seguir iniciava-se a jornada
O caseiro estimulava
A cada nova rodada:
Quem se negue não é homem
Não é nada!...
Mais vinho servido na canada
O copo feito de corno de boi
Passara a alvorada

Daniel Costa




sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

SEMANÁRIO EXPRESSO



SEMANÁRIO EXPRESSO
Em 1 de Janeiro de 1973, sob a orientação Francisco Pinto Balsemão, sendo o seu primeiro Director, nascia em Lisboa, na Rua Duque de Palmela, o jornal Semanário Expresso. Perfez portanto 40 anos, de 1 a 6 deste mês de Janeiro, como tem sido largamente anunciado.
Francisco Pinto Balsemão, partiu do então jornal Diário Popular, onde o seu mérito organizativo dava nas vistas.
Trabalhava eu no meio, na então Selecor a produzir fotolitos para off-set, onde tudo o que era publicações novas a aparecer, ou aparecidas, era certo e sabido que ali chegava o conhecimento.
Acontecia então, que além do jornal desportivo Record, a Revista R X T era, também pertença do Diário Popular. A capa, como era a cores, a sua feitura, estava a cargo da Selecor. Ora, o caso originava, às Sextas-Feiras, a minha deslocação aquele jornal da Rua Luz Soriano, onde se podia ver numa parede da sala de trabalho dos jornalistas, uma placa de homenagem a Francisco Pinto Balsemão, que viria a ser Primeiro-Ministro de Portugal.
Agora me refiro, sucintamente, a esse primeiro número de que, ainda sou detentor de um exemplar.
Vou referir-me a três factos:
- 1 Semanário foi posto à venda a 5$00.
- 2 Trazia uma local relativa ao famigerado leão, que se dizia aparecer em Rio Maior, leia-se: “O leão anda à solta? – A GNR de Rio Maior não considera facto provado a existência à solta na área da sua jurisdição…..” Este caso foi objecto diário, dos noticiários dos meios de comunicação e de muita jocosidade, entre a população.
- 3 Joaquim Agostinho, o maior ciclista português, de todos os tempos, vem em destaque, a ilustrar artigo respeitante a criação de um sindicato de ciclistas.

- 4 O cartum de Sam é de uma acuidade sem igual!
Reparem bem portugueses!

Daniel Costa