sexta-feira, 22 de março de 2013

DEVIDAMENTE TRATADO



VAI DEVIDAMENTE TRATADO
Em Agosto de 2000, num dia que não sei precisar, na hora de alta de doentes do Hospital de Santa Maria de Lisboa, eu: Daniel Costa estava incluído.
Ia sair dali, em estado de semi–coma. Nesse estado, tive momentos de lucidez (?), fixei o médico que me tratou, de uma enorme ferida, com “betadine” na canela direita, mercê de querer fugir e me amarrarem à cama.
Fixei o riso do médico, para os circunstantes, como que a dizer: este tem alta, para morrer, mas vai devidamente arranjado!
Ainda passei quatro meses em casa, nesse estado, e o ferimento, diariamente tratado, demorou cinco meses a sarar.
Devo dizer que nunca, senti dores. Parece que fiquei imune a essas, uma vez que são passados cerca de treze anos, sem as sentir.
Nunca tive dores, é certo, mas o médico conta com o meu sorriso, recuperado sete anos após, sempre que recordo o facto.
Daniel Costa