terça-feira, 21 de janeiro de 2014

AMOR VIRTUAL - AMOR NATURAL

 
AMOR VIRTUAL – AMOR NATURAL
 
A era das comunicações, via Internet, já vem da segunda metade do século passado, com grandes bisarmas capazes de, só por si, encherem salas.
A sua aplicação às artes gráficas, como para composição de livros era feita por perfuração.
Para jornais, ainda coexistiram com as tele impressoras, que por sua vez, matraqueavam notícias ou telefotos que as agências noticiosas iam emanando de todo o mundo.
Já mais tarde, era possível usar computadores para a composição de toda a ordem, ainda coexistiram, na composição com as linotaypes, a chumbo quente.
Mais tarde, já em 1999, terá sido criado o primeiro grupo de blogues.
Estava assim dado início a inúmeras redes sociais.
Embora já se falasse em amor virtual, este viria depois a desenvolver-se de um modo crescente e muito ativo.
Como atualmente, o meio virtual se vem desenvolvendo a um ritmo muito acelerado, tornam-se fácil se vislumbrarem bastantes manobras com fins amorosos.
Isto foi um preâmbulo para reportar um caso de amor virtual que se encaminha para o sucesso.
Depois há a ter em conta, já não haver amigos virtuais, mas amigos, visto que as pessoas se vão dando a conhecer pelo que, e como, escrevem.
Porém, o caso que vou relatar nasceu de várias conversações que mantive, em determinada praia do País irmão, o extenso Brasil.
Se acreditasse no acaso, esse Deus dos loucos, diria que o encontro com o Tavares, naquela bela praia nordestina, chamaria mesmo de acaso.
Ambos Alfacinhas (assim, também designados os lisboetas), os naturais de Lisboa, ambos conhecedores do mundo gráfico, ambos aposentados desse mesmo mundo, ambos grandes entusiastas por navegar na Internet.
Visto por este prisma, o meu encontro e posterior amizade com o Tavares não foi acaso.
Diariamente, o nosso encontro tinha lugar logo ao pequeno-almoço. Aí encetávamos conversa, para que o nosso breviário é inesgotável.
Até parecíamos ter estudado na mesma cartilha!
Dado que “as conversas são como as cerejas”, uma puxa a outra, depressa estamos a conversar sobre a navegação através do mundo virtual, a janela que a Net, abrira ao mundo que se transformara ali à mão, através do teclado dum computador transportável num bolso.
Do MSN e mais recentemente, do Skype, dispondo de visão e conversação instantânea, ainda que em continentes remotos.
Foi assim que se chegou à fala sobre o amor virtual.
Meus deuses o que ambos sabíamos disso!
Ambos tínhamos aderido a várias redes sociais, como o conceituado Facebook e a vários outros.
Tanto o Tavares como eu chegáramos à conclusão, estarem bastantes trabalhadoras noturnas de esquinas a atuarem, a troco de troco de “cachets”.
Entretanto, estabeleceu-se grande confiança, entre nós.
Foi então que sem reticências foi abordado o amor virtual, com o caso concreto do Tavares:
- Ele estava pela primeira vez, de férias no Brasil, a sua amada virtual, na cidade de Catió, no departamento estadual do Acre, só podia dispor de uma semana férias, que de acordo com o amado, seria na terceira semana de Junho, por no dia 12 ser dia dos namorados do Brasil. A véspera de Santo António de Lisboa, o Santo dito casamenteiro.
Portugal, alinhou por toda a Europa, que adotou, o dia 14 de Fevereiro, dia do nórdico São Valentim, desprezando um dos maiores valores da liturgia, Santo António de Lisboa, tanto mais que na vetusta Sé de Lisboa, no dia 12 de Junho, e feito grande casamento coletivo, designado de, noivas de Santo António.
Já o amigo Tavares enaltecia a prometida fidelidade da namorada, faceta que seria comum aos dois.
Seria, contudo nessa semana em conjunto, algures que a situação ficaria definida, após as várias consumações projetadas ao vivo
No seu Notebook, diariamente estava com a Alexa de seu nome.
Chegada a data, Tavares foi encontrar-se com a namorada, para que o namoro e celebração do Dia dos Namorados, pudesse ser efetivada.
Findo o encontro Tavares regressou, voltámos a ser os companheiros de todas as horas. Foi-me confidenciando, estar mais apaixonado que nunca pela bela morena Alexa, no que sempre se sentiu correspondido.
De certo modo, estava eufórico e já pensava que se encontrariam na mesma data do ano seguinte.
Já levava na bagagem o projeto de acertarem o casamento, para fazerem parte do desfile das Noivas de Santo António de Lisboa.
Digam lá que o amor virtual, não satisfaz nem tem futuro?
 
(Miguel Foz) Daniel Costa
 
 

2 comentários:

Joaninha Musical disse...

Podes acreditar que eu tenho mais amizades virtuais do que tenho na vida real,a amizade virtual é muito bonita. Agora na vida real há imensa gente que já me desiludiu mas enfim,há que manter pensamento positivo. Hoje tenho uma tia a fazer anos e estou feliz. Beijinhos e boa semana!! Fica com deus e até breve!!

MARILENE disse...

Daniel, tudo é viável. Na vida real também se corre riscos, no campo do amor. Bjs.