sábado, 7 de fevereiro de 2015

NOVA CASA DE PASTO

 
NOVA CASA DE PASTO

Chegara-se à terceira geração Foz, que já foi abordada. Agora com origem no terceiro filho, de que desconheço pormenores. Sei, por dedução, que também terá falecido prematuramente.
Desse terceiro filho, também desconheço quem fora a esposa.
Porém, o casal gerou, quatro filhos, Maria, Mariana e António e outro que nunca cheguei a conhecer em pessoa, apenas o nome por que era designado, mesmo por familiares - Fozica.
No Casal Foz, apenas ficou a Maria, a segunda filha, casou na aldeia da Bufarda, a que o Casal continua a pertencer.
Maria casou com o bufardense Maximino e devido àquele entreposto ali, vieram a abrir nova casa de pasto, já mais sofisticada, taberna e hospedaria, quando necessário. Ficou a mulher a gerir o negócio, o marido a negociar, produtos hortícolas, que fazia transportar, sobretudo, para a cidade do Porto.
Este segundo estabelecimento, fora construído recuado da estrada, com diverso casario, formando um quadrado para se poderem arrumar carros. Num dos lados, alugado, ficara uma oficina de bicicletas, à época um negócio rentável.
Ficara um cenário interessante que motivava a paragem de bastantes clientes.
Um poço comunitário, a cerca de 500 metros, água a pequena profundidade, abastecia a pequena população que, com bilhas de barro, acarretava a água necessária para se abastecer. O que ainda acontecia na década de sessenta.
Quanto à electrificação chegou em 1956, com a de toda a aldeia da Bufarda.
Deste ramo familiar, digno de nota, é também o do caso Fozica que fora morar entre Peniche, então vila e o Cabo Carvoeiro, cultivava vinha, fazia viticultura, naquele terreno vulcânico, num microclima, onde produzia um vinho de estalar, sabiam muitos que o visitavam e tinham o privilégio de o degustar.
Como a venda era feita, sob a fórmula, graduação – almude, tornava-se rentável, embora a produção não fosse abundante.
 
Daniel Costa

Sem comentários: