segunda-feira, 9 de março de 2015

MIGUEL FOZ

 
MIGUEL FOZ
O homem aqui designado por Foz I, deixou três filhos. Neste capítulo vou referir-me a um apenas, de seu nome Miguel Cordeiro Foz. Foi ele quem consolidou o nome do Casal Foz, porquanto mandou erigir ali a primeira vivenda, casa de campo, ajardinada na frente, junto à estrada que vai de Lisboa, à cidade concelhia de Peniche.
Do mesmo lado um portão dava acesso a um quintal, com todos os apetrechos da vida campestre, estábulos para animais domésticos, uma pequena adega, arrecadação para a sua lancha de pescador.
Visto que, o incansavél Miguel Foz, aliou a pesca sazonal, à sua vida do campo.
Recordo também a única palmeira do sítio, que embelezava o espaço.
Do primitivo Casal Foz, ficou a toponímia, o sítio virou estância de férias, mesmo a cerca de três quilómetros do mar, com este à vista, uma vista cristalina de sonho e beleza.
Os filhos tinham respectivamente, os nomes de: José Miguel, Maria de Lourdes, Maria Madalena e Miguel António Foz. Nos filhos, prevaleceu o domínio do nome Miguel.
José Miguel um dia convidou-me a beber uma tigelinha de água pé, na sua adega, a que fora de seu pai. A ideia seria falar-me dele. Soube então que dos vinte e dois netos, apena um era tal qual, no dinamismo da maneira de ser e até na altura, o único homem da família  de baixa estatura.
Escusado será dizer que fiquei esclarecido sobre muitas questões que se me apresentavam.
O neto mais velho, chamou-se Miguel Ângelo Cordeiro.
O sobrenome Foz, segundo creio, está quase, senão mesmo extinto, o que é uma pena visto a tradição.
De notar que a sua filha Madalena, tendo dado sempre Cordeiro, sobrenome do pai, sempre desconfiou que no registo estava omisso. Já depois dos setenta anos, apurou junto do registo civil. Estava de facto, de imediato tratou de o pôr na devida ordem, pois se era sobrenome do pai!...  
Miguel casara com uma esbelta mulher, do concelho da cidade de Torres Vedras, aldeia de Sobreiro Curvo, que de repente se viu a braços com a criação de quatro filhos ainda bebés.
Como mulher inteligente que era, Jesuina, de seu nome, depressa tomou conta de tudo, passando ela a ser o "homem" da casa, de que soube tomar as rédeas do amanho das terras.
Muitas vezes me questionei: porquê Jesuina, se mais ninguém conhecia ali mulher com tal nome? Até que passei umas férias, na estância aquífera e balnear do Vimieiro, perto da aldeia do seu nascimento, onde o nome é vulgar e fez-se-me luz.
O clã continua, embora em facetas mais modernas, obviamente. Não havendo dúvidas os genes de capacidade são altos, como se pode ainda aferir, pela geração de bisnetos, que mostra capacidade bastante elevada.
 
Daniel Costa

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