quinta-feira, 11 de maio de 2017

CARIMBO COMEMORATIVO

Foto de Daniel Cordeiro Costa.
Foto de Daniel Cordeiro Costa.

Foto de Daniel Cordeiro Costa.
CARIMBO CARIMBO COMEMORATIVO


No dia 15 de Janeiro de 1974, saiu o número - UM - de FRANQUIA - Revista Filatélica Portuguesa. Em 15 de Janeiro de 1979 promovi o seu 5º. Aniversário, solicitando à Direcção de Filatelia dos Correios, a criação de Carimbo Comemorativo (o suporte, envelope, que criei para o efeito, por erro meu, tem 1978). A primeira versão, a primeira da Filatelia Lusófona a ser apresentada com capa a cores e feita em ofsset. Por ser altamente deficitária, a primeira acabou no número 37.
Com o mesmo registo, seguiu-se outra versão, diria "comercialona", que teve efectividade até número 223, propriamente até 2001. Acabou por AVC de extrema gravidade.
Além de outros troféus, como Director da mesma, Nacional e Internacionalmente, foi premiado com cerca de CINQUENTA MEDALHAS, que vão de Cobre a Prata Dourada. 
Até 2006, continuei a escrever sobre filatelia como Freelancer, nomeadamente para Revista FILATELIA, de Madrid, Espanha.
Depois passei a escritor.
A FRANQUIA, é a marca da minha vida, que pode ser aqui visionada, em três imagens marcantes: um dos três volumes, encadernados da primeira versão, o envelope com o carimbo comemorativo dos Correios (que os catálogos, da especialidade marcam) e o último número de FRANQUIA - Bolsa Jornal.

Daniel Costa

domingo, 30 de abril de 2017

BATALHÃO 350 - ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO 2017

BATALHÃO 350 - ALMOÇO DE CONFRATERNIZAÇÃO 2017

No meu diário pessoal, da estadia da Guerra Colonial, Janeiro 1962 a Abril de 1964 (regresso a 1 de Abril), escrevia assim, simplesmente, em 29 de Abril de 1962: “hoje apenas joguei cartas e futebol”. Estava o Batalhão na região dos Dembos, sediado concretamente em Muxaluando.
Foto de Daniel Costa.
A foto de família, com algumas falhas

Foto de Daniel Costa.
Zuzarte, Sousa (não está na foto de familia), Araújo e  Daniel Costa - da esquerda para a direita

Foto de Daniel Costa.

Maia (não aparece na foto de família) e Zuzarte - da esquerda para a direita

Foto de Daniel Costa.
Antero Sampaio

Ontem o Batalhão voltou a reunir, no habitual almoço de confraternização, no Restaurante POR DO SOL, nas proximidades da cidade de Pombal.
Apresentaram-se cerca de 50 pessoas, algumas, delas familiares de ex-combatentes. De notar a presença de Mimi Alves Ribeiro, filha do prestigiado, General João Ramiro Alves Ribeiro, que comandou o Esquadrão 297, do Batalhão 350.
Pelo quanto o saudoso General pugnava, por estas reuniões anuais, a sua memória bem merece ser recordada na pessoa da sua filha.
De notar que ninguém se apresentou a representar o 352 e do 351 estavam apenas 3 elementos.
De um modo geral, embora o Batalhão fosse constituído por elementos de todo o país, só estavam presentes elementos oriundos das regiões do Porto e de Lisboa.
Do 297 estiveram:
- Maia, 1133 (?), Zuzarte, António Elias (Bombarral), Araújo, José Bento (Cadaval), Sousa, Daniel Costa (centíope).
Foram contados alguns episódios de segundo comandante, Major Caldeira, quem apelidava de “pai da cuca” por ser um bom bebedor de cerveja. Este ficou preso em Luanda e veio a falecer em Lisboa, miseravelmente, ao que consta.

Daniel Costa







domingo, 19 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MEMORIAL A ROUSSADO PINTO

Biografia

MEMORIAL A ROUSSADO PINTO
Recordar o passado não é viver apegado somente a más memórias se, se tiver uma mente optimista, tendo em conta que prestar a devida homenagem a quem merece ser lembrado, pelo espírito empreendedor e aberto, pode ser ainda uma maneira de encarar as suas nuances pelo lado positivo, mesmo pensando em alguém, com quem chegámos a conviver com admiração, mesmo em momentos fugazes, e que deixou de pertencer a este mundo, como é o caso de José Augusto Roussado Pinto, finado em 03/03/1986, já vão 21 anos.

Fazia o favor de ser um bom amigo, segundo expressam alguns livros da sua autoria que me fez chegar com significativas dedicatórias.
Profícuo jornalista e autor multifacetado, incansável mesmo, elaborou e dirigiu durante vários anos, o que considero a sua maior obra, o "JORNAL DO INCRÍVEL", que muitos ainda recordarão. O semanário sempre me foi amávelmente remetido até ao número 278, edição de 9 a 16 de Março de 1985. Aquele número tinha já a direcção da sua filha Zaida Roussado Pinto, dava conta da morte do seu criador aos 58 anos.
Nessa edição vinha reproduzida a última maquete do finado Director, que quase sózinho dava semanalmente conta do hérculo trabalho de pôr de pé um periódico da envergadura de um "INCRÍVEL".
Há também a destacar "JORNAL DA SEXOLOGIA", figurando cono Directora a sua filha, porém era visível a concepção e a criatividade de Roussado Pinto. Foram sempre saíndo outras relizações, no campo literário, sobretudo Policiais, revistas de fotonovelas, contos vários, autoria de textos de Banda Desenhada, etc.
Sabendo-se que usou dezenas de pseudónimos, em livros Policias, "Westerns", Espionagem, Amor, Aventura, segundo me foi afirmado de viva voz, pelo que seria sempre difícil contabilizá-los.
Trabahou em vários jornais, como o "DIÁRIO ILUSTRADO", que existiu há várias décadas, de cujas reportagens concebeu livos como "EU FUI VAGABUNDO" e outros, com assinatura própria ou "A CABEÇA DA OUTROS", uma interessante compilação de pensamentos de vários escritores e até de anónimos, assinado com o pseudónimo de Steve Hill. Estes livros foram editados pela Portugal Press, situada na Rua Coelho da Rocha, 28 em Lisboa, de que era sócio, creio que com todos os poderes.
Revistas de fotonovelas como "CARÍCIA" ou "IDÍLIO" em que utilizou um pseudónimo, que se tornou muito comum, de Edgar Caygil. Curiosamente privei com várias personagens, antes e depois da existência dos títulos, até com o muito conceituado fotógrafo, J. Nunes Correia, falecido em aparatoso desastre ao serviço da extinta revista "FLAMA".
Publicações, em edição da Palirex, Rua Padre Francisco, 14 Lisboa, de que também fez parte, compondo um trio de associados, todos com poderes administrativos.
O pseudónimo de Ross Pynn, talvez tenha sido o que mais utilizou, nas suas inúmeras produções.
Também foi incansável como autor e cronista de Banda Desenhada, como " O PLUTO", "MUNDO DE AVENTURAS", "TITÃ" e outros onde teve como companheiro um criador de desenhos, da envergadura de Vctor Peón, com quem vim a falar já depois da Revolução de Abril, no seu regresso a Portugal, outra morte prematura.
Roussado Pinto, assim como se dedicou a várias compilações, editou bastantes romances Policiais, curiosamente muitas vezes, com cenários da América, assinado com nomes a dar a idéia de um americano, nato conhecedor daquele país, deixando assim a impressão de se movimentar naqueles meios. De facto o autor nunca terá visitado aquele Continente, disse-me um dia que inventava e imaginava os locais com as suas habituais leituras.
No entanto como tenho predileção por romaces Policias, desfolhei alguns assinados com nomes americanos, sempre conhecia quando eram daquele autor. Até sabia que em ocasiões de produzir mais um volume, era muito capaz de se isolar, um fim de semana, num qualquer hotel algures e saía a produção.
Da saudosa memória foi a revista "SELECÇÕES MISTÉRIO", de que foram publicadas nove números, onde Roussado Pinto colaborou quase sempre com contos Policiais inéditos, que me era dado ler como toda a revista, publicação do também incansável Lima Rodrigues, que me convidou a participar, portanto vim a receber toda a edição, depois de enviar as minhas produções para um jornal que ele havia adquirido, no entanto fui apanhado em altura de estar a sustentar a criação da minha própria revista o que me privou de alinhar com parceiros de valor dos que ali pontuavam.
No número seis de Novembro de 1981 foi publicada a realização de um convìvio homenagem, mais que devida a José Augusto Roussado Pinto, teve lugar num restaurante de Santarém, reunindo cerca de cento e cinquenta amigos que quiseram preitear-lhe a grande admiração, entre eles contavam-se nomes como o de Artur Varatojo, recentemente falecido, já com oitenta e um anos, Lima Rodrigues e muitos outros, nomeadamente vários policiaristas.
Foi apresentada uma exposição de trabalhos seus e entre vários discursos, assinalou-se o evento com a entrega ao homenageado, pelo seu neto, de uma salva de prata.
Sobre assuntos, sobretudo alguns dos muitos que abordava no seu jornal, cheguei a questioná-lo por os mesmos me parecerem ficção. A resposta era sempre igual, tudo o que ali era dito partia da veracidade. Mesmo tendo em conta o momento actual em que a ficção por vezes ultrapassa a realidade, tenho de equacinar a grande capacidade criadora ficcionista de que era detentor José Augusto Roussado Pinto.
A falalidade chegou com a terceiro colapso cardiaco, que se pode entender pelo grande apego à realização patenteada, que o levava a trabalhar muitas horas.
Pouco depois do segundo colapso do género, que o levou ao hospital em 1982, o primeiro ocorrera em 1975, casualmente encontrei-o nos Restauradores e falei-le pela última vez. Ali conversámos e como era bastante mais velho, além de focar o acidente que sofrera, achou por bem fazer-me recomendações sobre esse bem que é a saúde, parece que adivinhava porque o fazia. Concluo agora não ter sido por acaso, visto conhecer-me bem e de longa data.
Depois do segundo acidente voltou, com a "febre" que o caracterizava, ao "INCRÍVEL".
No seu mapa astrológico já devia estar inscrito o sinal a indicar o fim do grande trabalhador da arte pela escrita.
Daniel Costa - in "JORNAL DA AMADORA" - 23/11/2006.
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