terça-feira, 9 de dezembro de 2008

antiguidade

CHAVES

“Chaves quer ser mundial – A câmara de Chaves anunciou a candidatura da cidade a Património Mundial da Humanidade, pelo seu património histórico, essencialmente legado pelos romanos que construíram a ponte e as termas descobertas este ano. Segundo o presidente da Câmara, João Baptista, será aprovada na próxima reunião camarária a comissão executiva da candidatura, que será liderada pelo arqueólogo Sérgio Carneiro”.
(Noticia publicada no jornal “24 Horas”, de 20/08/2008, transcrita com a devida vénia)

O actual município de Chaves espalha-se por uma zona transmontana de cerca de 590 Km2, abrangendo 51 freguesias. Como povoação mais importante, além da cidade, tem a vila de Vidago.
Em 2001, o concelho apresentava uma população de 43.667 almas.
Localizado no extremo Norte do país, faz fronteira com Espanha, confinando com a Galiza. Limitado do lado português, pelos concelhos de Vinhais e Valpaços, a Oriente, Vila Pouca de Aguiar, a Sul, Montalegre e Boticas a Oeste.
A cidade dista 415 Km de Lisboa, 105 do Porto e 8 da Fronteira.
Num dia de Junho passado, com os companheiros, idos de Mirandela, por lá passámos um Domingo.
Antes porém, no caminho fui observando a vasta zona rural, assim como todo o seu esplendoroso potencial, que ia avistando.
Durante a manhã, além de uma visita a um hiper mercado, fomos deambulando, em observações, tal turistas ávidos de conhecer, um pouco uma interessantíssima cidade transmontana, como o é Chaves, um antiquíssimo burgo, por onde passaram várias culturas, dentre as quais a romana, que mostra monumentos de sua influencia.
A atenção recaiu muito sobre a magnífica ponte romana, sobre o rio Tâmega, que atravessa a cidade.
Depois o almoço teve lugar na famosa “Casa de Samaiões”, um restaurante requintado, como é o seu Hotel Rural.
Nos dias de Domingo, o serviço é tipo de “bufet”, havendo enorme variedade e descrição de comida tipicamente transmontana, assim como os mais variados vinhos.
Sendo o serviço de grande qualidade, tudo se conjugou, para se estar em presença de uma grande festa gastronómica.
A reserva de lugares carece de prévia marcação, com uma antecedência de pelos menos uma semana.
Dado que o complexo hoteleiro e a própria quinta, são contíguos e agradabilíssimas, por ali deambulámos, desfrutando a vista de belas paisagens rurais.
Dentro de mais outras deambulações, a paragem seguinte recaiu no Forte de S. Francisco – Hotel onde, atém salas modernizadas, visitamos uma sempre agradável exposição de pintura designada “Primavera no Forte”. Arte Brasil/Portugal, com quadros de Afonso Prelluvitez, Celina Lima Verde, Fernanda Eva, Glória Lammounier, Marcelo Simioni, Márcio Shiaz, Tania Lemke, Teresinha Dreher, Thais de Feitas e Vera Lilia.
Como se pode ler num folheto de propaganda do hotel, é assim:
- “Impossível descrevê-lo” – “Não se contente com pouco, vá mais longe” – “Vá conhecer ou rever o Reino Encantado de Trás-os-Montes”.
Ainda passámos às Termas de Chaves, em plena cidade, onde bebemos água sulfurosa e quente saída das suas nascentes.
De regresso a Mirandela, e depois de ter conhecido com agrado, outras cidades, a merecerem nota alta, também por uma impecável limpeza.
Em contraste, lembrei-me que, doravante a vereação da capital de Portugal, fica-lhe matar mais o cognome de: “Vereação do Lixo”!...
Pelo que vi em Chaves, o actual governo central, se mais não fizer, como é timbre dos anteriores, pelo menos, dê todo o apoio, ao Presidente camarário, no sentido de que a cidade do Norte transmontano seja elevada a Património Mundial da Humanidade, para o que tem muitas potencialidades, baseadas nos muitos vestígios da antiguidade clássica.

Daniel Costa

2 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
tem um bom
presunto, amigo,
srsr,
,
um abraço,
,
*

EternaApaixonada disse...

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Mais um sítio a conhecer em dedicados detalhes!
Este blog segue perfeito!

Abraços Daniel!

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