quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Anedota da Freira

DIA DO BANHO!


Acabou o Carnaval, entramos na Quaresma. Lembro-me que para comer carne, tinham de se comprar as bulas, ao Páraco, mesmo assim esta fica interdita às sextas-feiras.
Valham-me todos os deuses se peco, mas recebi esta anedota por Mail, e se blasfemo, que seja a sorrir.
Era sábado, dia do banho do padre João
Neste sabado, tinha calhado à jovem irmã Madalena, preparar a água e as toalhas, exactamente como o velho padre gostava.

Para o facto tinha sido previamente instruida pela madre superiora, que lhe pediu também: para nunca olhar para o corpo nu do padre e fazer apenas o que ele lhe pedisse.

E que rezasse muito enquanto ele tomava o seu banho.

Na manhã seguinte, a madre superiora perguntou à irmã Madalena se o banho havia decorrido bem. - Ah! Madre - disse irmã Madalena - eu fui salva!- Salva? Como assim? - Perguntou a madre superiora. - Bom, quando o padre João estava todo ensaboado, ele pediu-me para enxaguá-lo.

Equanto eu estava tirando o sabão, ele guiou minha mão para o meio das suas pernas, e disse-me que era ali que Deus guarda as chaves do paraíso.

Depois, disse-me que se aquela chave coubesse na minha fechadura, os portões do paraíso se abririam para mim e eu teria a salvação e a paz eterna.

Logo a seguir o senhor padre João colocou a chave do paraíso na minha fechadura.

Primeiro foi uma dor horrível, mas o padre disse que o caminho da salvação é mesmo doloroso, e que a glória do senhor iria encher o meu coração de êxtase.

Assim, eu fui salva!

- Velhaco!!! - Berrou, furiosa, a madre superiora - Há mais de trinta anos que ele me diz que aquilo é um apito para chamar os anjos...


Postado por Daniel Costa

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Acidente Vascular Cerebral

A ETERNA MISS PORTUGAL

Ana Maria Lucas, a eterna Miss Portugal, talvez porque tenha feito inúmeras aparições na Televisão, quiçá pela simpatia, sofreu um Acidente Vascular Cerebral – AVC.
Esteve internada, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, segundo o Jornal “24 HORAS,” permaneceu ali quinze dias, regressou a casa na passada Segunda-Feira.
Segundo disse o filho, mais velho, terá de fazer terapia, para melhorar o lado afectado, o que acontece, realmente a quem sofreu o acidente.

A patologia muito mais frequente nos homens, as causas e tipos são de diversa ordem.
O terrível ataque, frequentemente, ceifa vidas, o que depende de inúmeros factores sendo um deles, diria fundamental, o não sofrer de doenças colaterais.
A recuperação, mais ou menos demorada, depende também da força interior e do acompanhamento da pessoa, que se deve abstrair de álcool e do tabagismo, de uma vida menos stressante, controle da tensão, a atenção, aos necessários fármacos,
Penso, porque já apanhei um desses abanões, que não se deseja a alguém. Uma vez que além de um mês em estado comatoso, sofri uma operação ao cerebelo.
A terapia foi, pouco menos que risível, num aspecto. A terapeuta recomendou, em casa, passar feijões entre os dedos.
Depois de ter feito três pacotes de vinte sessões cada, após o que o médico recomendou para, acabar com a fisioterapia, propriamente dita e substituir por caminhadas a pé.
Como já era dotado de um eterno optimismo, outro factor importante, nunca deixei de, no dia a dia, fazer, sem ajudas, as tarefas pessoais, como vestir-me, para o que podia demorar, um quarto de hora, a enfiar umas calças, calçar-me. Outros gestos, como chocalhar com a mão direita o creme de barbear, a tendência era a esquerda, uma vez que fui afectado do dado direito.
Escrevia para uma revista de filatelia de Espanha, só por três meses não o fiz, mas demorava um mês a fazer dois, ou três artigos, fazia questão, sempre com a esposa a ter de corrigir.
Voltei a fazer e paginar a minha revista FRANQUIA, que me terá salvo, porque já em semi-coma, falei com as visitas, jamais lembrei, mas a capa da revista, através do sonho ficou sempre presente, parecia obsessão.
Ficaram-se sempre na memória, mais outros dois sonhos, porém não devo divulgar, mas interessantes, muito mesmo.
Só em 2006, depois de ter analisado, por três vezes, as possibilidades, veio a Internet, depois o blogue - mitalaia – após ter retomado a colaboração, para o “Jornal da Amadora.”
Como reaprendi bastante no - mitalaia, - naturalmente, devo muito ao estímulo do convívio com os amigos virtuais, foi a ver um post do Poetinha, humorista, que no ano passado, senti recuperado o sorriso.
Nesta altura funciono com vários blogues, activos mesmo, em três operadores diferentes.
Obrigado a todos e graças, pela vida!...

Daniel Costa

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

acordeonistas

GRANDES ACORDEONISTAS

Quando falo de grandes acordeonistas, acorr-me à memória o grande virtuosista do acordeão, que adoptou o nome de Civuca.
Civuca, era brasileiro. Ouvi-o na rádio e vi-o, na televisão a actuar, creio que agregado a um conjunto. Era já idoso e nunca mais ouvi o instrumento dedilhado pelos seus dedos de ouro.
Acordeonista de grande nível foi Eugénia Lima, também uns dedos de ouro, a dedilhar o seu acordeão.
Outro grande acordeonista foi o algarvio Filipe de Brito, que acabou por abandonar uma carreira artística de sucesso, para se dedicar à empresa que herdara do pai.
Foi ele o criador da amarguinha, aquele licor de amêndoa, que fez bastante sucesso, como digestivo.
Há também a curiosidade de ter editado um disco, para a efémera etiqueta Zip-Zip, que nasceu na sequência do famoso programa do mesmo nome.
Os últimos a aparecer, na televisão, terão sido o casal Fernando Ribeiro e Fernanda Ribeiro.
Depois, havia-os por todo o país, que aos Domingos abrilhantavam bailes por muitas aldeias.
Recordo o Chegadinho, dos meus sítios, que era considerado muito bom, no tempo e no sitio. Pelo que se fazia pagar bem, não sendo vulgar a sua contratação, pelo facto.
Acordeonistas, a actuar individualmente, terá caído em certo desuso, mas vários conjuntos musicais têm instrumentistas de acordeão.
(Clique para poder ouvir Eugénia Lima)

EPISÓDIOS VIVIDOS RELACIONADOS

Da Inspecção Militar, na minha aldeia do Oeste, resultava sempre festa, juntavam-se os mancebos conterrâneos e em grupo, organizavam: em primeiro lugar, em Peniche, onde decorria a Inspecção, havia almoço conjunto.
Todos os rapazes, usando lenço ao pescoço, na lapela uma fita de seda, com os dizeres apurado ou livre, conforme os casos, percorria as ruas de aldeia, acompanhados do inevitável acordeonista a tocar, apregoando:
VI VA A NOSSA INSPECÇÃO!...
Chegada o noite um baile com o mesmo acordeonista oferecido a todos os concidadãos.
No mesmo baile eram oferecidos cigarros, muitos cigarros e pagas cervejas.
No meu ano, foi contratado o tocador de concertina, MINAU, de S. Pedro da Cadeira, Torres Vedras, a coqueluche do acordeão da época, por cinco dias, tantos como houve de loucura e bailes. Gastei cerca de vinte maços de tabaco e fiz uma despesa, que me deixou de tanga.
Outra: estava na tropa em Faro, a aguarda embarque para Angola. Com alguns camaradas, fomos abordados por um idoso, parecia muito bacana, fomos nessa. Então deparou-se-nos um homem muito divertido, um gentleman, como os algarvios sabem ser.
No fim, disse: “vocês não me conhecem, mas se disser o nome do meu filho, Filipe de Brito, ficam inteirados!”
No Tari-Lifune em Angola, em determinada altura, o divertimento da mata, como dizia o meu amigo 922, era surripiar quicos (cobertura leve de cabeça).
Passou por lá uma Companhia de tropas, em deslocação, chegadas há pouco do “puto.” De combinação, o Custódio e o Maia, cada qual, a tocar a sua concertina, numa das casernas.
Esta, que parecia um arraial agradável, a quem estava desterrado no mato africano, atraiu toda a tropa. A breve trecho as luzes apagaram-se, seguiu-se silêncio.
Quando voltou a luz, tinham desaparecido tos os quicos, como que por magia.
Ah!... O Custódio Serôdio, dos arredores de Faro, chegou a ir tocar á Emissora de Luanda.


Daniel Costa

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A mentira e o lobo

PROVÉBIO POPULAR

“Coitado do mentiroso!... Mente uma vez, mente duas, mente sempre, ainda que fale verdade, todos dirão que mente!”

MENTIRA

Era uma vez: um pastorinho, que andando a guardar ovelhas na serra, começou, de quando em vez, a descer veloz a alarmar a população:
O lobo está a atacar as ovelhas!... Olhem o lobo está a atacar as ovelhas!...
Os vizinhos muito solidários, como o sabem ser os aldeãos, acorriam em socorro.
Chegados ao local nem vestígios.
A cena repetiu-se, e nunca aparecia o lobo.
Um dia o rapazinho, desceu de novos a serra alarmado:
Olhem o lobo…. Olhem o lobo…. Olhem o lobo!...
Desta vez era a sério, ninguém ligou importância!...

Postado por Daniel Costa

sábado, 7 de fevereiro de 2009

RECORDANDO

SANTA MARIA

A 2 de Fevereiro, o calendário litúrgico menciona ser o de Santa Maria.
Sempre, o dia me traz recordações, que permanecerão por toda a vida.
A primeira, senão a principal, é ser o dia de anos do pai, no tempo em que este era a figura principal da família, no caso uma numerosa família, mas quando o pai falava toda a gente o escutava e sempre assim foi.
Falecido este, bastante novo a ideia da autoridade estava implantada, os filhos nem todos, tinham constituído família.
Sendo eu o mais velho, no caso da existência de alguns bens, que a mãe pensou em dividir por inteiro, anunciou nada fazer sem o meu parecer, visto ser o mais velho, por conseguinte, representava o pai.
Tudo obedeceu e tudo correu como a mãe previra, como aconteceria se fosse o casal a resolver. Aliás a mãe dizia que me atribuía o estatuto de cabeça de casal, por ser o mais velho. Aqui para nós, também terei sido sempre o preferido.
Ao contrário do pai e porque não dizê-lo? De toda a família paterna!
Fui, por temperamento, indiferente!
Depois lembro-me, de ainda em garoto, a mãe boa cozinheira, para festejar ter feito um arroz de bacalhau, que apresentou à ceia (jantar). Pareceu-me ter ficado tão, tão saboroso, a ponto de jamais me ter esquecido, porque nunca mais comi tamanha iguaria do género.
Depois outra questão, tendo o pai o nome de José, não terá a ver com o ter nascido no dia de Santa Maria?
Havia um certo uso, de aplicar nomes aos filhos, dos santos do seu dia de nascimento e o pai teve dois tios eclesiásticos!
Recordo-me, ser o dia da festa de S. Bartolomeu hoje, com o acréscimo dos Galegos, conforme sinal de Direcção à saída da Lourinhã, concelho a que pertence.
S. Bartolomeu, festejava a sua padroeira. À festa profana lá fui duas vezes ao baile, também motivado por um amigo natural da freguesia, que deixei de ver e já não me ocorre o nome. Lembro-me de ser irmão de um rapaz a quem tinha falecido a namorada (namorada à maneira do tempo, entenda-se).
Era boa gente, Só podia, para o considerar amigo. Encontrávamo-nos quase todos os Domingos, nos variados bailes, que ia havendo por todas as aldeias, como no Toxofal frequentes e outros dispersos, normalmente por todo o concelho de Lourinhâ.
A frase de cumprimentos, invariavelmente era seguinte:
- "Pá… és como o arroz doce, vais a todas!"
Termino com aquele ditado, que era ao mesmo tempo uma espécie de prevenção:
- “Um dia… é dia de Santa Maria.”

Daniel Costa

domingo, 1 de fevereiro de 2009

neurologia

AVC - ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

Pode ser tomado por ousadia, alguém falar de uma patologia, no caso AVC , que não seja neurologista.
Retorquir-se-à, que as questões médicas sendo do fórum de especialistas, todos os humanos são potenciais pacientes, com direito a relatar na primeira pessoa, a sua particular experiência.
Expresso o meu caso, que até certo ponto, identico ao que aconteceu a Ariel Charon, por ser único que encontrei com muitos contornos parecidos, tornado mediático, por o utente ser um dos políticos mais conhecidos do mundo actual, em virtude de velho conflito do Médio Oriente.
Ligava pouco a patologias e dessas apenas procurava saber os porquês, para poder aprontar ajuda.
De resto o vocabulário doenças não abalava o meu pensamento leigo e positivo, só me sugeria muitas serem "fabricadas" por mentes fracas.
Aconteceu já no ano de 2006, tendo sido criado O DIA DO AVC e a concomitante divulgação de que, a certíssima irmã morte serve-se da circunstância para ceifar diáriamente três almas.
No entanto o que me levou a prestar muita atenção a esta doença, foi o facto de a vinte e seis de Junho de 2000, depois de ter trabalhado das seis às nove da manhã, estando para tomar o pequeno almoço e tratar das habituais ablações, comecei a sentir, primeiro uma impressão no peito, depois mal estar!
Acudiu-me de imedito a esposa, com uma dose de àgua Mineral.Parecia sentir-me melhor, depois!...
Vim a conhecer o epílogo passados dois meses, quando aos poucos fui recuperando, para saber que durante um mês vegetei ligado a uma máquina em Santa Maria, período em que fui operado ao cerebelo, depois a tentativa de ser retirado o aparelho a ligar-me à vida, que sempre amei, daria mau resultado.
Passado um mês vieram os cuidados intensivos, as muitas visitas não me deixaram qualquer tipo de recordação. Apenas no dia de despedida vi filha e esposa, a quem já tinha sido entregue lista de locais apropriados para internamento terminal, os quais felizmente ousaram rejeitar.
Vieram ainda bastantes familiares e amigos visitar-me a casa, o que também não recordo.Depois de algum tempo, chegou a faculdade de recuperar alguns conhecimentos e memórias, o que já me permitia ir conhecendo familiares. Ao mesmo tempo queria saber toda a história recente, que protagonizei.
Pude também ler um relatório médico respeitante:
Ao terminar constatei que, a levar a essência a letra, nunca podia ser eu o leitor do documento, porque já estava ali implicita a voracidade que levaria mais uma vítima.
Desde l994 escrevia mensalmente na CRÓNICA FILATÉLICA da AFINSA de Madrid, só por três meses o trabalho esteve interrompido.
Este extracto tem por fim, alertar para que se pense, desde cedo usar o sempre recomendado método de prevenção, deminuido a possisilidade da doença.
No caso de não ser possivel evitá-la, em todas as circunstâncias, deve ser levado em linha de conta:
- Que o mundo não avance, sem a nossa tenaz luta para melhorá-lo, porque houve quem escrevesse: "Eleva-te a ti e elevarás a sociedade"!..
Extracto de um artigo respeitante a um caso real vivido pelo autor e publicado no "JORNAL DA AMADORA" em 02/09/2006.Daniel Costa