quinta-feira, 22 de julho de 2010

MUNDO E VIDA

PORTAS DE BENFICA

Duma série de 26 postos fronteiriços que constituíam os limites fiscais da cidade de Lisboa, existe apenas o chamado, Portas de Benfica, o que sobreviveu à fúria urbanística.
Constitui um interessante conjunto arquitectónico construído em 1886. As Portas de Benfica pertencem actualmente ao Ministério das Finanças.
Marcam a extremidade de concelho de Lisboa, e começo do sedeado na cidade da Amadora.
Este Posto Fronteiriço, como os demais, servia para cobrar uma certa importância a todos os vendedores que se dirigiam com as suas mercadorias à cidade para nela as venderem, abastecendo os habitantes da capital.
O transporte era feito com o velho burro e com ele vinham a calcorrear da chamada zona saloia, outros tempos!...
Só em 1892 viria a terminar essa fiscalidade. Hoje o edifício estilizado é o logótipo da Junta de Freguesia de Benfica.


Ontem dei uma saltada ao local, para tirar fotografias, ali vai passar uma auto-estrada, cuja construção foi polémica, cerca de duas décadas. Pareceu-me que a entrada para a Venda-Nova, Amadora, deixará de ser feita entre os dois blocos do conjunto arquitectónico das Portas de Benfica.
Ficam aqui as minhas fotos de ontem, 22/07/2910, obtidas em plena construção da nova rodovia, pelo que não consegui melhor.

Daniel Costa


sábado, 10 de julho de 2010

MUNDO E VIDA


CONVERSAR

É IMPOSSÍ8VEL TENTAR ESTABELER CONVERSAÇÃO COM ALGUÉM QUE NÃO NOS QUER OU NÃO SABE OUVIR, SÓ QUER OU DESEJA MONOLOGAR. DESEJA FALAR SÓ.
PARA APRENDER DEVEMOS SABER SER BOM OUVINTE.

Daniel Costa

quinta-feira, 8 de julho de 2010

MUNDO E VIDA

ENCONTRO EM LISBOA

Heitor estava na hora, a que chamava má, era meio da tarde e como sempre, começara a laborar cedo, sentara-se numa mesa da cervejaria Universo, mais com o intuito de relaxar um pouco do que propriamente tomar uma bebida. Para matar a sede, nada há como a água, que antes havia bebido no seu escritório.
Entrou um cavalheiro forte e alto, olhar tipo sereno ao mesmo tempo, como que irrequieto, dando uma mirada a todo o ambiente. Nisto pediu licença para se sentar na mesma mesa.
Encorajado a fazê-lo, logo encetou conversa, mostrando simpatia. O colóquio foi seguindo, ao fim e ao cabo estava a ser interessante.
A determinada altura, Heitor foi entendendo que estava a conversar com um perito em diamantes, essa pedraria que tanto agradava às senhoras.
Quantas cabeças coroadas, quantas princesas e concubinas terão sido seduzidas, com promessas e acenos que tinham o brilho desses pedaços arrancados, sabe Deus com que sacrifícios às entranhas da terra?
Quantas guerras os diamantes terão provocado e sustentado?
E o contrabando dessas, ditas preciosidades?
Meditando nisto, Heitor ia ouvindo deliciado Hassan, era esse o nome do novo e ocasional companheiro de conversa fluente agradável.
A certo ponto, falou da peritagem que constantemente, era chamado a fazer para uma tal empresa a funcionar, registada, como galeria de arte. Na verdade um dos seus grandes negócios era, entre outros, o contrabando dos diamantes.
Heitor conhecia a casa e sempre desconfiou que a arte era apenas um modo de camuflar outras actividadesilícitas mais rentáveis.
A conversa, por isso estava a ser aliciante, tanto mais que o ouvinte, além de saber ouvir, era observador e o tema aliciante, interessava-o muito.
Dizia Hassan:
- A determinada altura, o administrador da galeria pensou que já sabia tudo sobre as pedras e prescindiu dos serviços dum perito, em avaliação das ditas, eis que se apercebeu que estando a adquirir a bons preços. Estava a comprar diamantes sim, mas sem valor, isto porque os há que se desfazem como areia entre os dedos.
A sua ganância era tal que tinha deixado de desejar pagar as comissões devidas a um perito, tenho adquirido pedras sem outro valor que não fosse museológico.
Viu o erro em que caiu e quando foi necessário, recorreu a chamar-me de novo, passei a cobrar uma maior comissão. Estava a contactar um perito que não sabia apenas de diamantes, até então era um amigo. A partir da data em que tinham sido postos de parte os meus serviços, passei apenas a perito especializado.
Depois de um certo tempo, Heitor fez menção de se despedir, preparava-se para sair quando Hassan disse: o amigo tem sido companhia agradável, reparei no seu interesse por histórias de diamantes, pelo que proponho encontros aqui mais vezes.
Depois da proposta aceite com agrado, despediram-se.

Daniel Costa

8 comentários:


Ana Martins disse...

Caro Daniel,
parabéns pela coragem de dar vida a um novo blogue que lhe vai exigir mais trabalho e mais tempo dedicado aqui à blogosfera.
Que o sucesso seja gratificante e que em breve todos os seus amigos estejam aqui a visitar este seu novo espaço que me parece já bastante acolhedor e interessante.
Gostei muito do seu primeiro post.
Beijinhos,
Ana Martins

6 de Março de 2010 14:04

VANUZA PANTALEÃO disse...

Olá, meu querido!
Os diamantes aqui estão e mais brlhantes que eles são as luzes que brotam da tua rica imaginação. Tramas e personagens já se avizinham. Vou acompanhá-los com prazer.
Um deslumbrante final de semana, Daniel!!!Bjsss
7 de Março de 2010 03:18

Carmem disse...
Adorei!!
Bjusss

8 de Março de 2010 06:37

Mariazita disse...
Olá, Daniel
Parabéns pelo teu novo blog.
Está com um aspecto muito bonito.
A imagem do topo de página é lindíssima. Muito bem escolhida, muito bom gosto!
O texto...tem pernas para andar. Passarei a acompanhar, mas para já digo-te que achei um pouco esquisita a conversa "tão aberta" do Hassan com um desconhecido.
Estarei a ser desconfiada sem razão???
Vou esperar para ver.
Mais uma vez parabéns e beijinhos
Mariazita
8 de Março de 2010 09:38

VANUZA PANTALEÃO disse...
Realmente, amigo, a história não passa só pelos personagens, ela vai além e toca na ganância humana. Quanto sangue não se derramou por essas pedrinhas!
Vamos acompanhando de perto!!!Bjsss
8 de Março de 2010 11:23

poetaeusou . . . disse...

*Diamantes ?
cheira-me a Angola,
um abraço,
*12 de Março de 2010 07:07

xistosa - (josé torres) disse...

Também já fui um "perito" em diamantes ...
Há muitos anos, em Angola (1970), vendi muitos.
Eram aquelas pequenas "pedras", os anti-humidades da Cecrisinqa e da Calcio-cecrisina (vitamina C).
Vinha na tampa para evitar as humidades.
Há sempreq uem goste de pechinchas e eu não me fiz rogado.
Arranjei uma mão cheia daqueles "diamantes" ...
Para mim e para o meu sócio, foram mesmo diamantes.
Deram para mim e mais meia dúzia de "vendedores dos diamantes" andarmos quase um mês a comer de borla à custa dum "avarento-esperto".
Que tempos aqueles ...
Um bom fim de semana.
12 de Março de 2010 16:23

SAM disse...

Querido amigo,
antes de comentar sobre este interessantíssimo texto, parabenizo-o por mais um espaço aberto aos seus leitores. É sempre uma felicidade um blog, como o seu, que tem muito a dizer.
De início a história prende e ficamos ansiosos pela sequência. E muito mais que uma narrativa, a certeza que temos é que esta história tem muito a dizer no que concerne a reflexão. E das melhores!

Carinhoso beijo e ótimo fim de semana, Daniel!

12 de Março de 2010 20:10




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2 comentários:


lita duarte disse...

Oi, Daniel.

Vida longa ao blog.

Bom domingo.

Beijos.


7 de Março de 2010 03:11

Dulce disse...

Daniel

Parabéns por mais este espaço, mais um lugar agradável de se visitar. Será um espaço dedicado aos diamantes e ao que eles encerram? Bem interessante essa idéia.

Beijos
Dulce

9 de Março de 2010 02:42