domingo, 19 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

MEMORIAL A ROUSSADO PINTO

Biografia

MEMORIAL A ROUSSADO PINTO
Recordar o passado não é viver apegado somente a más memórias se, se tiver uma mente optimista, tendo em conta que prestar a devida homenagem a quem merece ser lembrado, pelo espírito empreendedor e aberto, pode ser ainda uma maneira de encarar as suas nuances pelo lado positivo, mesmo pensando em alguém, com quem chegámos a conviver com admiração, mesmo em momentos fugazes, e que deixou de pertencer a este mundo, como é o caso de José Augusto Roussado Pinto, finado em 03/03/1986, já vão 21 anos.

Fazia o favor de ser um bom amigo, segundo expressam alguns livros da sua autoria que me fez chegar com significativas dedicatórias.
Profícuo jornalista e autor multifacetado, incansável mesmo, elaborou e dirigiu durante vários anos, o que considero a sua maior obra, o "JORNAL DO INCRÍVEL", que muitos ainda recordarão. O semanário sempre me foi amávelmente remetido até ao número 278, edição de 9 a 16 de Março de 1985. Aquele número tinha já a direcção da sua filha Zaida Roussado Pinto, dava conta da morte do seu criador aos 58 anos.
Nessa edição vinha reproduzida a última maquete do finado Director, que quase sózinho dava semanalmente conta do hérculo trabalho de pôr de pé um periódico da envergadura de um "INCRÍVEL".
Há também a destacar "JORNAL DA SEXOLOGIA", figurando cono Directora a sua filha, porém era visível a concepção e a criatividade de Roussado Pinto. Foram sempre saíndo outras relizações, no campo literário, sobretudo Policiais, revistas de fotonovelas, contos vários, autoria de textos de Banda Desenhada, etc.
Sabendo-se que usou dezenas de pseudónimos, em livros Policias, "Westerns", Espionagem, Amor, Aventura, segundo me foi afirmado de viva voz, pelo que seria sempre difícil contabilizá-los.
Trabahou em vários jornais, como o "DIÁRIO ILUSTRADO", que existiu há várias décadas, de cujas reportagens concebeu livos como "EU FUI VAGABUNDO" e outros, com assinatura própria ou "A CABEÇA DA OUTROS", uma interessante compilação de pensamentos de vários escritores e até de anónimos, assinado com o pseudónimo de Steve Hill. Estes livros foram editados pela Portugal Press, situada na Rua Coelho da Rocha, 28 em Lisboa, de que era sócio, creio que com todos os poderes.
Revistas de fotonovelas como "CARÍCIA" ou "IDÍLIO" em que utilizou um pseudónimo, que se tornou muito comum, de Edgar Caygil. Curiosamente privei com várias personagens, antes e depois da existência dos títulos, até com o muito conceituado fotógrafo, J. Nunes Correia, falecido em aparatoso desastre ao serviço da extinta revista "FLAMA".
Publicações, em edição da Palirex, Rua Padre Francisco, 14 Lisboa, de que também fez parte, compondo um trio de associados, todos com poderes administrativos.
O pseudónimo de Ross Pynn, talvez tenha sido o que mais utilizou, nas suas inúmeras produções.
Também foi incansável como autor e cronista de Banda Desenhada, como " O PLUTO", "MUNDO DE AVENTURAS", "TITÃ" e outros onde teve como companheiro um criador de desenhos, da envergadura de Vctor Peón, com quem vim a falar já depois da Revolução de Abril, no seu regresso a Portugal, outra morte prematura.
Roussado Pinto, assim como se dedicou a várias compilações, editou bastantes romances Policiais, curiosamente muitas vezes, com cenários da América, assinado com nomes a dar a idéia de um americano, nato conhecedor daquele país, deixando assim a impressão de se movimentar naqueles meios. De facto o autor nunca terá visitado aquele Continente, disse-me um dia que inventava e imaginava os locais com as suas habituais leituras.
No entanto como tenho predileção por romaces Policias, desfolhei alguns assinados com nomes americanos, sempre conhecia quando eram daquele autor. Até sabia que em ocasiões de produzir mais um volume, era muito capaz de se isolar, um fim de semana, num qualquer hotel algures e saía a produção.
Da saudosa memória foi a revista "SELECÇÕES MISTÉRIO", de que foram publicadas nove números, onde Roussado Pinto colaborou quase sempre com contos Policiais inéditos, que me era dado ler como toda a revista, publicação do também incansável Lima Rodrigues, que me convidou a participar, portanto vim a receber toda a edição, depois de enviar as minhas produções para um jornal que ele havia adquirido, no entanto fui apanhado em altura de estar a sustentar a criação da minha própria revista o que me privou de alinhar com parceiros de valor dos que ali pontuavam.
No número seis de Novembro de 1981 foi publicada a realização de um convìvio homenagem, mais que devida a José Augusto Roussado Pinto, teve lugar num restaurante de Santarém, reunindo cerca de cento e cinquenta amigos que quiseram preitear-lhe a grande admiração, entre eles contavam-se nomes como o de Artur Varatojo, recentemente falecido, já com oitenta e um anos, Lima Rodrigues e muitos outros, nomeadamente vários policiaristas.
Foi apresentada uma exposição de trabalhos seus e entre vários discursos, assinalou-se o evento com a entrega ao homenageado, pelo seu neto, de uma salva de prata.
Sobre assuntos, sobretudo alguns dos muitos que abordava no seu jornal, cheguei a questioná-lo por os mesmos me parecerem ficção. A resposta era sempre igual, tudo o que ali era dito partia da veracidade. Mesmo tendo em conta o momento actual em que a ficção por vezes ultrapassa a realidade, tenho de equacinar a grande capacidade criadora ficcionista de que era detentor José Augusto Roussado Pinto.
A falalidade chegou com a terceiro colapso cardiaco, que se pode entender pelo grande apego à realização patenteada, que o levava a trabalhar muitas horas.
Pouco depois do segundo colapso do género, que o levou ao hospital em 1982, o primeiro ocorrera em 1975, casualmente encontrei-o nos Restauradores e falei-le pela última vez. Ali conversámos e como era bastante mais velho, além de focar o acidente que sofrera, achou por bem fazer-me recomendações sobre esse bem que é a saúde, parece que adivinhava porque o fazia. Concluo agora não ter sido por acaso, visto conhecer-me bem e de longa data.
Depois do segundo acidente voltou, com a "febre" que o caracterizava, ao "INCRÍVEL".
No seu mapa astrológico já devia estar inscrito o sinal a indicar o fim do grande trabalhador da arte pela escrita.
Daniel Costa - in "JORNAL DA AMADORA" - 23/11/2006.
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sábado, 31 de dezembro de 2016

Prefácio - ROSA SILVA


APRESENTAÇÃO

“Eleva-te a ti, elevarás a sociedade", escreveu alguém.
Na verdade a frase tem algo que importa reter, pelo seu conteúdo humano – filosófico.
A autora Rosa Silva, neste seu currículo, tem por força, de ser vista neste sentido.
Neste seu livro, pode ser lido: “sonhar é uma faculdade do ser humano”. Nada mais certo do que o conteúdo desta frase, o que fica aqui bem demonstrado.
Como todos nós, praticamente, já dependemos ou vamos depender algum dia, de serviços de enfermagem, devemos ter apreço por um trabalho deste tipo, visto que diz respeito a todos, para não dizer à humanidade.
Este trabalho, além de ser a garantia que alguém tem o altruísmo, de encetar uma carreira de utilidade, não diria pública apenas, porque há a acrescentar-lhe a componente humana.
Assim o conteúdo deste livro interessa a todos, na medida, em que todos somos, potenciais utentes de cuidados de saúde, particularmente aos que abraçam uma carreira em serviços de saúde, pelo exemplo de verdadeiro sacerdócio, que do conteúdo do livro se pode tirar.
Quem, porventura, passe por serviços hospitalares, ou até por médico – sociais, também pode ficar com uma grande esperança e razão, do dever de ser paciente para com os seus servidores, que têm elementos de elevado grau de prazer de humanidade, como fica aqui demostrado por Rosa Silva.
Porque todos, devemos ir mais além, de romantismos ficcionais, nas nossas leituras, o presente livro recomenda-se, por ser é uma prova de que, tudo nos trás um conhecimento de significativo da vida, no caso, de quem se dedica a torna-la mais agradável sob o ponto de vista da saúde.
Eis Rosa Silva, que pode surpreender, os menos atentos às coisas da elevação da sociedade, por certo muitos, na viagem pelo mundo dos cuidados de saúde.

Daniel Costa


 DEDICO O PRESENTE LIVRO:


À eterna saudade de minha mãe Maria Adelaide, de quem guardo as melhores e mais gratas recordações;

A minha irmã, Arminda Silva, pelo grande incentivo a abraçar a carreira de enfermagem.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

16ª. ANTOLOGIA EM QUE PARTICIPO

XX ANTOLOGIA  APP 2OI6, DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE POESIA. 
... DE QUE FAÇO PARTE, COMO ASSOCIADO
Ao mesmo tempo a 16ª. em que participo.

Foto de Daniel Costa.

MONTEMOR – o - VELHO

Da cultura é espelho,
Que se reflectiu no Munda,
Montemor – o – Velho
Rio Mondego de corrente fecunda,
Oh!… Munda de outrora, banhas o concelho,
Espraiando cultura profunda
Sentida, até nos arrozais com brilho
Que nos teus poetas é explicanda,
Afonso Duarte, poeta de moldura e caixilho,
Na casa que o seu espírito comanda,
 Ereira que dos arrozais é, toalha
Biblioteca, veneranda
Tendo o poeta como evangelho
Poderá dizer-se, alma profunda!
O velho castelo, relíquia, estribilho
 Cultura museológica é de leccionanda
A recordar árabes e moçárabes, trilho!
Abade João, voz ecoando, intervinda
Montemor – o – Velho,
Vila linda!

Daniel Costa


sábado, 17 de dezembro de 2016

Foto de Daniel Costa.

TAMBAÚ - JOÃO PESSOA

Um permanente estado de sonho pode sempre pressupor o caminho para a realidade.     
Foi o que aconteceu com Teodósio de Mello, que de tanto imaginar, sonhando e pesquisando sobre a colonização do Brasil iniciada em 1500, acabou por se decidir viajar até às costas do Nordeste brasileiro.
Pelo que foi sabendo e admirando, aquele sertão, no seu atraente folclore, na sua cultura étnica, que o tornava distinto a merecer um estudo aprofundado, sobretudo em vista da participação portuguesa, posterior à descoberta de terras de Vera Cruz, pelo grande navegador Pedro Álvares Cabral.   
Decidiu então viajar para a Paraíba, sabendo que faz parte a sua capital, a cidade de João Pessoa, com a sua Ponta do Seixas, onde o sol nasce mais cedo, nas Américas.      
Depois, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e desenvolvimento, recebeu o título de “segunda capital mais verde do mundo”, depois de Paris. 
Acresce ainda que, fundada em 1585, com o nome de Nossa Senhoras das Neves, João Pessoa, é a terceira capital de estado, mais antiga do Brasil, depois de Salvador e Rio de Janeiro.      
Uma vez chegado ali, Teodósio de Mello, veio a hospedar-se num hotel de Tambaú.
Com uma praia lindíssima. Aliás, viu que toda a zona é fascinante.
A cidade é considerada uma das melhores do mundo, para se viver a aposentadoria.

Daniel Costa




segunda-feira, 21 de novembro de 2016