quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

hóquei em patins

ANTÓNIO LIVRAMENTO

Abordar a figura de António Livramento é falar, de certeza, do maior virtuosista do mundo, de todos os tempos, do hóquei patinado,
Livramento, como era conhecido, nasceu a 28 de Fevereiro de Fevereiro de 1943 em S. Manços, Distrito de Évora, vindo a falecer em Lisboa a 7 de Junho de 1999, vítima de ataque vascular cerebral.
Começou a jogar futebol no Venda Nova.
Instado por Torcato Ferreira, então treinador do Futebol Benfica, começou a experimentar a modalidade do Hóquei em Patins, naquele clube de Benfica, em Lisboa.
Com 16 anos foi contratado pelo Sprt Lisboa e Benfica. Nesse mesmo ano de 1959 estreou-se a jogar na selecção nacional, onde logo se sagrou campeão europeu de juniores.
Foi o maior goleador da prova.
A partir daí a sua carreira de homem do hóquei, foi imparável. Tem um palmarés, como jogador invejável.
Depois de representar, o Benfica, Sporting, ainda o Banco Pinto & Sotto Mayor, além do Amatori Lodi de Itália, como veterano.
Treinou o Sporting Clube de Portugal, Hóquei Clube de Turquel, Futebol Clube do Porto e A.S. Bassano Hokeyi de Itália.
Foi seleccionador nacional, levando Portugal a conquistar dois títulos mundiais
Há, no país, vários pavilhões de hóquei, de que o seu nome é patrono, Como o do Futebol Benfica, onde se iniciou na modalidade, ou na própria sede da Junta de Freguesia de Benfica, que foi pertença do Sport Lisboa e Benfica, terá jogado em ambos.
Foi agraciado, a título póstumo, com a medalha da Ordem do Infante D. Henrique.
Deixo link, onde se pode ver fotografia e currículo:

http://fpp.pt/galeria/atletas/AntonioLivramento.html

Entre um contrato, como treinador do Bassano e outro, esteve ele a atender ao balcão do Banco Pinto & Sotto Mayor, na sua sede, na Rua do Ouro, em Lisboa.
Tinha recebido cheque de uma quantia, de certo modo elevada. Necessitando de realizar algum dinheiro vivo, desloquei-me à dependência, por ser a sede, era ainda no tempo em que a verificação tinha de ser feita via telefone, sendo de outra praça podia demorar, num outro qualquer balcão.
Quem me havia de atender?
António Livramento, ele mesmo. Em meia dúzia de palavras, de circunstância, que trocámos, não houve demonstrações de vedetismo. Dir-se-ia estar ali, simplesmente, um funcionário.
Passados alguns dias, li a notícia, que fizera novo contrato de trabalho, com o Bassano.
Voltava a Itália!

Daniel Costa

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

General Alves Ribeiro

FALECEU
O GENERAL ALVES RIBEIRO

No dia 17 de Dezembro de 2008, ao fazer o meu telefonema de desejos de Bom Natal, para o General João Ramiro Alves Ribeiro, estranhei ser atendido por uma senhora, se bem que, o sabia de saúde débil.
Depois de hesitação, soube que não havia engano. Após identificar-me, tomei conhecimento do infausto acontecimento.
Como é o mundo?
Há cerca de três anos, comecei a escrever uma série de artigos, no “Jornal da Amadora”, a que dei título genérico de “ESQUADRÃO 297 EM ANGOLA.” Como foi Comandante, ainda Capitão, dessa unidade que integrava, enviei-lhe artigo.
Passados uns dias telefonou-me admiradíssimo, porque soubera do grave problema patológico, que sofrera. Quem lhe transmitiu a notícia, deu-me como a finar-me, disso dera conta a vários amigos e agora?
Disse: bem, afinal és tu mesmo!... Vou telefonar a quem disse, já não pertenceres a este mundo a desfazer a notícia.
De Facto, não sendo, nem pouco mais ou menos, militarista, aprecio o profissionalismo. Nesse aspecto Alves Ribeiro era um Comandante militar completo, a organizar e a comandar.
Na minha deambulação, na Internet encontrei, apenas duas webs, que se lhe referem, que não tenham passado pelo meu blogue mitalaia.
Como Coronel, está referenciado como antigo Comandante.
Como General, foi agraciado com a ordem de Avis.
Residia em Santarém.
Presto-lhe a minha homenagem, trazendo aqui uma referência que lhe fiz, em “O MITICO MORRO DA PEDRA VERDE”, publicado no “JORNAL DA AMADORA”.
Como é dito, o caso passou-se a 5 de Abril de 1963. No primeiro almoço de confraternização, ocorrido em Torres Novas, creio que em 1976, o então Major Alves Ribeiro, disse que em sua casa esse dia, era como de fosse de luto.


Aconteceu uma verdadeira tragédia de guerra, que se irá contar sem truques de ficção, como é recorrente desta narrativa.
Começa pelo Comandante do Esquadrão, Alves Ribeiro, a subir à camioneta civil, principal acidentada, porque terá entrado na zona mais nevrálgica, atingida por uma granada incendiária. Transportava apenas sacos de campanha, Mausers e outros pertences de soldados. Tudo ardia e o então Capitão, homem alto, no meio daquela amálgama de fumo, tomou a dianteira a trepar, atirando ao solo todo o material em combustão.
Onofre sempre atento a todos os pormenores, que alcançasse pôde testemunhar esse verdadeiro acto de bravura, deixando assim de ficar ignorado, como muitos outros o foram nas últimas campanhas militares, que a juventude portuguesa protagonizou durante cerca de treze anos em África.
Foi uma grande odisseia este cinco de Abril, porque se passava o dia mais marcante em más recordações, para todos os intervenientes do Grande Esquadrão.


Daniel Costa

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

historietas

HISTORIETAS

Andaria pelos meus doze anos, não mais, lá na terra, era muito atento, mas havia muito respeito, por parte dos adultos, por crianças, ou por mulheres.
As conversas um pouco mais picantes, como certas anedotas, passavam-se apenas nas tertúlias de Domingo à tarde, nas tabernas, entre homens.
Os rapazes da minha idade eram imediatamente afastados, até porque nem tinham idade para as frequentar. Porém a minha, então débil estrutura, dava para entrar no grupo e não sei como, teimava fazendo-me passar despercebido, ouvia tudo e interessava-me pelas conversas dos adultos.
Em breve, era jeitoso a contar histórias, então começara a ser chamado, quando aparecia o conhecido Berra, ou seja, o senhor Francisco José do Vale, o nome que ele próprio fazia questão de declinar.
Normalmente, quando aparecia o Berra, como um bom mestre sapateiro, vinha de fazer entregas de trabalhos, em aldeias vizinhas, onde bebia uns copos. E então era vê-lo prazenteiro a contar saborosas histórias, que ele próprio tinha inventado, para o se reportório e outras.
Achava-o um sucesso, tão elevado, que eu próprio, ainda o vejo desfilar ao imitá-lo.
Em resumo, por vezes passei a actuar nos seus tempos mortos.
Tinha decorado muitas anedotas e histórias, juntava um certo jeito para as contar, que mais tarde perdi talvez, porque outras vidas passaram ocupar-me a mente.
Numa homenagem ao grande Berra, de quem fiquei admirador, vou deixar uma, muito dele e que nunca esqueci. É mais história, que anedota e tem algo de picante, com apenas uma palavra menos própria, repetida, Começa em F, mas que substituirei por LIXA porque, jamais me habituei a soltar palavras menos próprias.

HISTÓRIA:
Noutro tempo um lavrador que tinha três filhas, aquilo a que se poderiam chamar de estampas, contratou um criado para trabalhar nos seus campos agrícolas.
O criado era novo e esbelto. Era necessário levar-lhe o almoço, a tarefa recaiu numa das ingénuas filhas. Era Verão e esta foi encontrá-lo nu, deitado de rabo para o ar.
Face à admiração, a criado disse que estava a apanhar banhos de sol, que eram de uma suavidade maravilhosa.
A rapariga ficou entusiasmada e disse que também queria.
Depois de deitada o criado disse:
- As mulheres têm dois furos, o sol entra num e logo sai pelo outro. Só tapando um se fixa!
O pobre do rapaz lá teve de tapar um, para que tudo desse certo. A felicidade foi balsâmica.
Chegada a casa contou à irmã o sucedido, esta curiosa disse logo:
- Amanhã vou eu levar o almoço ao criado!
A cena repetiu-se com muito agrado desta, Tão satisfeita ficou, que logo disse à terceira irmã.
A mesma coisa: amanhã levarei eu o almoço ao nosso criado.
Inevitavelmente, nova grande satisfação!
Passados nove meses, todas as miúdas começaram a ficar agoniadas.
Os pais acharam por bem chamar o médico.
Ainda era o tempo, que estes, se deslocavam a cavalo. Prendera-o o seu à entrada.
À saída não o encontrou, então retrocedeu e perguntou:
Como se chama o vosso crido?
Lixa três!
Pois, agora fica a chamar-se lixa quatro!
Lixou cada uma das três meninas, que vão ter um filho cada e lixou-me a mim, que me roubou o cavalo!

Daniel Costa

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

desastres de bicicleta

BICICLETAS E DESASTRES

Na final do século passado comentava-se com, certa jocosidade, haver desastres mortais, envolvendo ciclistas, em Havana, capital da Cuba, de Fidel de Castro.
De facto, parecia fantasmagórico, no final do século XX, chegar notícia de desastres mortais de bicicleta na capital dum país.
No entanto, retive na memória dois amigos, que se finaram na estrada em desastres de velocípedes. Ambos eram bastante traquejados, a percorrer grandes distâncias, tendo como veículo de transporte a “flausina”, como por vezes lhe chamavam no pedaço.
O Carlos Pedro, estando a cumprir o serviço militar, no Forte da Ameixoeira, em Lisboa, todos os fins-de-semana, ia a casa passá-los fazendo o trajecto, ida e volta, Lisboa – Miragaia, concelho da Lourinhã, na sua bicicleta de corrida, preta. Correu sempre tudo bem.
Em 1967, passou à peluda, como então se dizia.
Na região, no Verão chegam as festas populares, do terceiro dia, fazia sempre parte uma corrida de bicicletas, para o que havia sempre disponíveis ciclistas amadores. Caso por exemplo, de João Roque, que viria a vencer uma Volta a Portugal.
Ainda o cheguei a ver correr, nesses circuitos.
Pois, o meu amigo Carlos Pedro adorava entrar nessas corridas, ganhava taxativamente 20 paus, ou seja o cachet do último contemplado. Creio que era o sétimo.
Todas as Terças-Feiras, lá ia ele participar, em mais uma voltareta. Até que um dia, regressando à noitinha, de mais uma prova, numa aldeia, próxima de Bombarral.
Na estrada que vai daquela vila á da Lourinhã, embateu noutro ciclista, que seguia em sentido contrário e zás: morte instantânea!...
Passados uns meses, o Lia (alcunha, por que era tratado), também da vida militar em Lisboa.
Fazia sempre, o caminho de bicicleta para casa, nos fins-de-semana, Lisboa – Bufarda, concelho de Peniche.
A 21 de Janeiro de 1978, véspera da Festa a Santo Antão, na terra. Ia ele a caminho, quando foi abalroado por uma furgoneta. Morte imediata.
Este como, ainda era militar, deslocou-se ao cemitério da Bufarda, um grupo de solados, que o homenagearam com uma salva de tiros.
Ambas de distâncias, são cerca de 90 quilómetros.
Mesmo, em meados do século passado, na capital, não me recordo de alguma notícia de desastre com bicicletas em Lisboa.

Daniel Costa


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Princesa do Alentejo

VILA VIÇOSA
PRINCESA DO ALENTEJO


Pátria de gente ilustre, como a duquesa de Bragança ou a poetisa Florbela Espanca, Vila Viçosa foi também estância de figuras da mais alta linhagem que, ali construindo os seus palácios, contribuíram para que a localidade se viesse a transformar na orgulhosa Vila Museu e Princesa do Alentejo.
Mais antiga, poderemos porém, fixar o início da história desta nobilíssima vila, sede de concelho, do Distrito de Évora, em 1270, ano em que o rei D. Afonso II lhe deu foral.
Hoje poderemos, apreciar Vila Viçosa pelas suas praças largas, as ruas amplas e os belos monumentos, com saliência para o Paço Ducal, obra de várias gerações, iniciada em 1501 pelo duque D. Jaime, conservando dessa época parte das construções. A majestosa fachada principal, totalmente revestida de mármore, tendo em cada andar vinte e três janelas em correnteza, foi continuada pelos duques seus sucessores.
Já construído o palácio, aquando da aclamação de D. João IV, sofreu posteriormente algumas modificações, no tempo de D. João V e de D. Maria II.
No interior cinquenta salas visitáveis, guardam peças de preciosas colecções de arte e as raríssimas espécies bibliográficas que pertenceram a D. Manuel II. Pinturas dos maiores artistas portugueses do século passado, ourivesaria, tapeçarias, armaria antiga, etc.
Alberga ainda uma biblioteca com mais de 50.000 volumes, entre os quais, está a maior colecção de livros antigos da tipografia portuguesa.
Logo à entrada de Vila Viçosa está uma das mais belas praças de país, um espaço amplo com cerca de dezasseis mil metros quadrados. Antes de se chegar a esta magnífica sala de visitas, pode observar-se a esbelta porta dos Nós, símbolo do poder fidalgo dos Bragança e também a porta do Nó, antiga porta da vila.
Mas a monumentalidade da vila é uma constante, com o seu antigo castelo, as suas igrejas dos Agostinhos (onde se encontra o panteão dos Bragança), de S. Bartolomeu das Chagas, onde existe o triplico notável, atribuído a Cristóvão de Figueiredo, da Misericórdia, da Lapa, da Esperança, etc.
Também é famosa a magnífica tapada, toda murada, com um perímetro de 18 Km. que foi couto de caça dos reis de Portugal.
Vila Viçosa é terra de precioso mármore, que já os romanos vinham explorar.
Também terra, dos artesãos que, quer no mármore ou no estanho, criam verdadeiras obras de arte, bastante procuradas, pelo apreço que suscitam.
Na culinária da localidade, destacam-se os doces, que dão pelo nome de "tibornas de ovos" (receita do Convento da Esperança), feitos à base de gemas de ovos, amêndoa e chila ou abóbora.
A Vila dista duzentos e nove quilómetros de Lisboa


Daniel Costa - in FN - Flatelia e Numismática, da Afinsa do Porto - Janeiro 1992

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

antiguidade

CHAVES

“Chaves quer ser mundial – A câmara de Chaves anunciou a candidatura da cidade a Património Mundial da Humanidade, pelo seu património histórico, essencialmente legado pelos romanos que construíram a ponte e as termas descobertas este ano. Segundo o presidente da Câmara, João Baptista, será aprovada na próxima reunião camarária a comissão executiva da candidatura, que será liderada pelo arqueólogo Sérgio Carneiro”.
(Noticia publicada no jornal “24 Horas”, de 20/08/2008, transcrita com a devida vénia)

O actual município de Chaves espalha-se por uma zona transmontana de cerca de 590 Km2, abrangendo 51 freguesias. Como povoação mais importante, além da cidade, tem a vila de Vidago.
Em 2001, o concelho apresentava uma população de 43.667 almas.
Localizado no extremo Norte do país, faz fronteira com Espanha, confinando com a Galiza. Limitado do lado português, pelos concelhos de Vinhais e Valpaços, a Oriente, Vila Pouca de Aguiar, a Sul, Montalegre e Boticas a Oeste.
A cidade dista 415 Km de Lisboa, 105 do Porto e 8 da Fronteira.
Num dia de Junho passado, com os companheiros, idos de Mirandela, por lá passámos um Domingo.
Antes porém, no caminho fui observando a vasta zona rural, assim como todo o seu esplendoroso potencial, que ia avistando.
Durante a manhã, além de uma visita a um hiper mercado, fomos deambulando, em observações, tal turistas ávidos de conhecer, um pouco uma interessantíssima cidade transmontana, como o é Chaves, um antiquíssimo burgo, por onde passaram várias culturas, dentre as quais a romana, que mostra monumentos de sua influencia.
A atenção recaiu muito sobre a magnífica ponte romana, sobre o rio Tâmega, que atravessa a cidade.
Depois o almoço teve lugar na famosa “Casa de Samaiões”, um restaurante requintado, como é o seu Hotel Rural.
Nos dias de Domingo, o serviço é tipo de “bufet”, havendo enorme variedade e descrição de comida tipicamente transmontana, assim como os mais variados vinhos.
Sendo o serviço de grande qualidade, tudo se conjugou, para se estar em presença de uma grande festa gastronómica.
A reserva de lugares carece de prévia marcação, com uma antecedência de pelos menos uma semana.
Dado que o complexo hoteleiro e a própria quinta, são contíguos e agradabilíssimas, por ali deambulámos, desfrutando a vista de belas paisagens rurais.
Dentro de mais outras deambulações, a paragem seguinte recaiu no Forte de S. Francisco – Hotel onde, atém salas modernizadas, visitamos uma sempre agradável exposição de pintura designada “Primavera no Forte”. Arte Brasil/Portugal, com quadros de Afonso Prelluvitez, Celina Lima Verde, Fernanda Eva, Glória Lammounier, Marcelo Simioni, Márcio Shiaz, Tania Lemke, Teresinha Dreher, Thais de Feitas e Vera Lilia.
Como se pode ler num folheto de propaganda do hotel, é assim:
- “Impossível descrevê-lo” – “Não se contente com pouco, vá mais longe” – “Vá conhecer ou rever o Reino Encantado de Trás-os-Montes”.
Ainda passámos às Termas de Chaves, em plena cidade, onde bebemos água sulfurosa e quente saída das suas nascentes.
De regresso a Mirandela, e depois de ter conhecido com agrado, outras cidades, a merecerem nota alta, também por uma impecável limpeza.
Em contraste, lembrei-me que, doravante a vereação da capital de Portugal, fica-lhe matar mais o cognome de: “Vereação do Lixo”!...
Pelo que vi em Chaves, o actual governo central, se mais não fizer, como é timbre dos anteriores, pelo menos, dê todo o apoio, ao Presidente camarário, no sentido de que a cidade do Norte transmontano seja elevada a Património Mundial da Humanidade, para o que tem muitas potencialidades, baseadas nos muitos vestígios da antiguidade clássica.

Daniel Costa

sábado, 6 de dezembro de 2008

Fidalguia no Porto

CONFRATERNIZAÇÃO

No dia seguinte à festa de noivado, a seis de Abril de 2008, o casal constituído por Jorge e Né, aproveitando a deslocação dos familiares desta, ao Porto, para a festa matrimonial, juntaram as famílias e ofereceram um lauto almoço de confraternização.
O anfitrião, que o bem receber, era-lhe reconhecido, refinaria o esmero nesta agradável recepção, com contou com os Cordeiro Costa, familiares próximos da Né, idos de Lisboa e arredores, do Bombarral, da Coimbrã e da Bufarda, Peniche.
Do Porto, estavam presentes os Montenegro Chaves, familiares do Jorge, mais os simpáticos pais da noiva, e os próprios noivos, uma outra festa onde a amizade esteve sempre patente, como era tradicional.
A ementa principal, era constituída por um divinal arroz de gambas. Antes aperitivos de variadas espécies, mesa farta, capaz de agradar aos mais exigentes paladares. Vinho de colheita antiga, da própria garrafeira do anfitrião, que a vai revitalizando e acariciando, como se de um tesouro se tratasse.
Para culminar, um Porto velhíssimo, também da garrafeira própria, que era servido de garrafas de cristal, apropriadas, o que lhe realçava aquele sabor digno de ser degustado por apreciadores, como certos bons escritores policiais.
De facto um néctar, com a dignidade de fazer parte da garrafeira de um conhecedor Montenegro Chaves. Um daqueles de cheirar requintadamente, beber um pequeno gole e sentir-lhe o agradável paladar, voltar a sentir-lhe o maravilhoso aroma, depois de novo o divinal sabor.
Deus no céu, e aquele vinho do Porto cá na terra!... E foi assim, que Deus foi louvado por aqueles Montenegro Chaves, que ao mesmo tempo honraram as famílias.
Um encontro inesquecível!
Como confraternização, não haveria melhor, para fechar com chave de ouro a aliança, entre pais e familiares dos noivos.
Ao fim e ao cabo, todos ficaram honrados, mas os pais e noivos em especial, não podiam desejar melhor festa de parabéns!
E honra para o Jorge, que se sabia ser bom anfitrião, porém terá havido, de facto, esmero especial!
Sinceramente, obrigado Jorge!...


Daniel Costa


início

INICIO

Daniel Costa