recordar na onda do optimismo
Na foto, na decadencia, pode ver-se a coelheira e o galinheiro, que construí, nos anos cinquenta. RECORDAR NA ONDA DO OPTIMISMO Devo ter nascido optimista, deve ser uma das minhas facetas congénitas. Devo a mim o direito de achar isso, a minha principal qualidade, que espero manter. Aqui está o preâmbulo desta charla! Para que não se pense estar aqui um saudosista, adoptei desde criança o lema - "recordar é viver". Depois de ter saído da escola primária e de até já ter cumprido, a rogo do meu pai, alguns actos de votação, até para as presidenciais a eleger o Senhor General Craveiro Lopes. A própria índole levaram-me a nunca ter brincadeiras, que não fossem sérias imitações do quotidiano dos adultos. Foi assim que, não teria mais de onze anos, comecei a restaurar a loiça que se partia em casa. Daí foi nascendo alguma clientela e consequentemente os meus primeiros centavos. Recordo o meu poder de imaginação, seria pouco menos do que prodigioso, a ferramenta existente era apena...