terça-feira, 27 de janeiro de 2009

neurologia

EPILEPSIA

A epilepsia generalizada, os frequentes ataques de que o portador é vítima, acarreta para si e para os seus familiares, ansiedade constante.
Há cerca de 3 mil anos a.C. conhecem-se, por papiros, casos de pura epilepsia, a que se atribuíam o corpo do paciente estar possuído de espíritos malévolos, que encarnaria.
Daí os exorcismos, para os expulsar. Ao tempo pode aceitar-se mas hoje, como é possível haver tanta ignorância e utilizar-se o método?
Havendo até, ditos especialistas em expulsar demónios, quando temos é uma patologia do foro neurológico, que só médicos competentes, devem tratar.
O jornal “24 Horas”, noticiava em 1/4/2008, que uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra, liderava um projecto internacional, com objectivo da criação de um dispositivo destinado a ser usado por doentes epilépticos, cujo alertará uma nova crise com algum tempo de antecipação.
Há vários tipos de epilepsia, de maneira que deve ser acompanhada por especialistas competentes. Competentíssimos!...
A doença pode manifestar-se em qualquer idade, mas será mais propícia depois dos 25 anos.
Lembro de ver, ainda na província pessoas a sofrer ataques, que observava recorriam logo a um exorcista, porque a pessoa estaria possuída de espíritos malignos.
Dizia-se também, que a pessoa tinha poderes. Pessoas houve que se serviram desses ditos, para dar consultas, seria como que videntes.
Pessoas que se celebrizaram, eram epilépticas, como se pode ver no linck seguinte;

http://www.lpce.pt/dfamosos.htm

do que o próprio doente. Bastante, mesmo tendo sido saneados por fim, os ataques por acção médica e medicamentosa permanente.
Tudo começou a partir dum pós parto, alguns médicos da caixa davam uns medicamentos. O efeito era como se não receitassem nada, só faziam efeito até nova crise convulsiva, que era mensal.
Um famoso médico, com consultório na Avenida da Liberdade, apenas receitava sedativos, em resultado, era a cura do sono. Eu próprio disse: comprimidos para dormir, ou barbitúricos? Não seriam precisos especialistas, servia eu!
Depois de vários médicos de duas caixas, que nem analises receitavam, mais dois, ditos formados em medicinas paralelas, a valer zero.
Recomendado, por uma amiga, eis um médico particular, formado em Medina Interna.
Depois de variadas análises, disse-me: a sua senhora nunca mais vai ter ataques.
Olhei atónico, ele mirou-me e disse: com a condição de tomar sempre, diariamente o remédio que lhe irei receitar.
È que a senhora é epiléptica.
Retorqui: senhor doutor e só agora? Se sempre soube!
Sim? Porém, posso falar na minha experiência pessoal. Para já, talvez o companheiro sofra muito mais
Só agora, em face da última análise, tenho a certeza!
Falo-lhe em epilepsia, porque a doença continua a ser tabu, ainda bem que esperava!
Como nota, refira-se que a dormir davam fortes ataques por volta das seis horas da manhã, nem acordava. Havia o cuidado de evitar, que a boca e nariz, ficassem obstruídos.
Ás sete, o despertador tocava, levantamento e escritório.
Depois de ter chegado, passado cerca de uma hora, começava o corpo dorido. Telefonava era quando sabia do espasmo e incidências.
Em resultado, sofria e nessa jornada, o ritmo de trabalho ressentia-se e de que maneira!

Daniel Costa

2 comentários:

A Flor do Sul disse...

Epilepsia atinge mais a homens ou a mulhreres?
Tem algum fator genético no meio? O que fazer para prevenir?

Pedro Luso de Carvalho disse...

Caro Daniel,

Quem é acometido de epilepsia ainda tem que enfrentar o preconceito, como sabes bem; mais ainda, as pessoas sentem medo quando presenciam uma crise epilética, e ficam sem saber o que fazer quando uma pessoa sofre convulsões (poucas estão preparadas para ajudar o doente); também têm medo de ser contagiada pela doença com o líquido que escorre da boca da pessoa em convulsão, o que é uma ignorância.

Aqui em Porto Alegre, Brasil, o Hospital São Lucas, da Pontifícia Universidade Católica do Estado do Rio Grande do Sul, não só vêm esclarecendo a população de que se trata de uma doença como tantas outras, sem risco de contágio, com orientação de como se proceder para ajudar a pessoa em convulsão, como vem fazendo avançadas pesquisas sobre a epilepsia e fazendo cirurgias com êxito para eliminar as convulsões, quando a medicação não responde com eficácia.

Abraço.
Pedro