sexta-feira, 3 de abril de 2009

Poetas Populares

CARLOS DOS JORNAIS

Há tempos, falando de Lisboa dos anos sessenta, mais propriamente dito da Baixa, alguém me questionou, Carlos dos Jornais conheceste?
Conheci bastante bem! Trata-se do poeta popular de Lisboa, que tinha a sua banca de jornais na esquina da Rua 1º. de Dezembro, do lado esquerdo da Estação do Rossio.
Falar aqui, do Carlos dos Jornais, a quem comprei o Diário de Notícias, ou A Bola, algumas vezes, é pois recordar, um dos poetas populares deste país.
Recordando os poetas populares, que os há pelo rectângulo, vem logo à memória, o inconfundível poeta algarvio António Aleixo.
Quem ama a poesia, quem a aprecie, sabe distinguir um bom poema, que obedeceu a ideias profundas, de um pensamento de alma, de umas palavras bem rimadas.
Nesta actividade salutar, que é a dedicação à blogosfera, falando em poesia escrita a propósito, podem também apreciar-se extraordinários poemas, até de gente que já os publicou em edição de livro.
Nesse particular, Carlos dos Jornais, como outros de que tomei conhecimento, escreveram poesia, mas a divulgação acaba por entrar na penumbra com eles.
O citado, como outros que foram convidados da TV, revelaram poder de improvisação, no fundo nada de extraordinário!
Muitos, foram analfabetos, como o foi António Aleixo, mas este apresentou um elevado pensamento interior. O que dizia era o saber a verdade de profundas observações, da sociedade que o rodeava.
Quem nasce ou faz vida na capital, é privilegiado, o que não foi o caso!
Portanto, não se evoluindo na capital, em qualquer campo em que desenvolva actividade, jamais poderá aspirar a ser lembrado, no futuro.

Daniel Costa


1 comentário:

leonor costa disse...

Lembro-me do Carlos dos Jornais, uma figura da típica da nossa Lisboa. Pena que, pessoas como essa, passem ao esquecimento.Tanta coisa e tanat gente é esquecida na nossa terra... Há quem nasça para brilhar... há quem nasça para ficar na penumbra...
Gostei de passar por aqui. Também gosto de fazer poesia HOJE E AMANHÃ

Um abraço