domingo, 31 de maio de 2009

Freeport - Alcochete





NÃO HÁ FUMO SEM FOGO

Propositadamente o título é um provérbio popular, que ouvi muitos nos anos cinquenta, e é deveras aplicável ao momentoso caso Freeport, construído na vila de Alcochete, agora sob investigação.
Noticiava o Diário de Noticias de ontem, 30/05/2009 ter sido constituído o terceiro arguido do caso. Tudo envolve gente, mais ou menos poderosa, que anda nas bocas do mundo.
Há suspeitas de muito dinheiro envolvido, para que aquele grande espaço, que terá sido reserva natural da fauna e flora do estuário do Tejo fosse licenciado para a construção civil.
O licenciamento, destinava-se essencialmente para ser construído o Outlet Freeport, com capitais de uma firma Inglesa.
Dizem más, línguas que a corrupção terá sido a mola impulsionadora de processo.
De facto, o processo está a ser investigado, mesmo em Inglaterra.
Há dias visitei a estrutura, que é imponente, e os contornos do caso não de aflorar à mente, porque trata-se de grandes quantias empregues.
A justiça que devia ser cega e independente do poder político, em Portugal não o é seguramente. Este empenha-se em promulgar muitas leis, talvez sem nexo, onde os advogados se podem dar ao luxo de procurar os furos, que irão ilibar os seus clientes.
Se não ilibam protelam indefinidamente, os respectivos julgamentos, até que o processo caduque, com a simplicidade da palavra:
- Arquive-se!
Actualmente nem vale a pena ser “pilha-galinhas”, porque no afã de mostrar serviço, nesses casos, a justiça actua célere.
Podemos basear-nos em muitos factos paradigmáticos, não são necessárias citações, para saber que a justiça dos pobres e a dos poderosos, não é a mesma.
Podemos apenas inferir que, coitadinha, sofre de outra doença grave, que não de cegueira.
Porém o Freeport lá está, a sul do Tejo, grato pelo maketing que lhe vai sendo feito!

Daniel Costa

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