sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mundo e Vida


MÃOS QUE FALAM COM PRESSA


“Mãos Que Falam com Pressa”, é o título de um livro que a EDITORA PAPIRO lançou ontem, no vasto espaço que a Livraria Barata dispõe na sua Livraria da Avenida de Roma, em Lisboa.




Da autoria de Eduarda de Andrade Mendes, com fotografias de André Mendes Pedroso, apresentou-o a sua coordenadora, pela Editora, Andreia Varela.
Em seguida leu alguns textos, pelo que foi seguida a leitura do prefácio, pela própria autora do mesmo Maria Manuela Blanco.
A autora do livro, também fez a leitura de um texto.


Ao centro a autora rodeada, à esquerda a coodenadora, à direita a prefaciadora

Li em diagonal, diga-se, todo o livro o suficiente, para dizer que, não sendo grande e volume, 106 páginas, do formado 23 X15, é um grande livro no seu conteúdo, que vale a pena ler, pelo menos quem gostar de profunda e bem delineada literatura.
Os textos, um pouco poéticos, sendo de Eduarda Mendes, não me surpreenderam. Ceio até que reconheceria a autora apenas pela leitura.
É que a tenho lido bastante, e talvez por defeito profissional, ainda que não intencional, apanho os habituais tic’s, diga-se o uso de palavras, que fazem muito suas.


Maria Manuela Blanco, que me perdoe, mas não resisto o reescrever aqui o seu adequadíssimo Prefácio, que dirá tudo sobre o livro:


- Ao ler este livro, folheando cada folha, sentindo cada palavra usada com mestria que as emoções motivam, sentimos que a Eduarda.
Sentimo-la num leque crescente de sentimentos que nos tocam por verdadeiros, por sentidos e pela transmissão das vivências que contêm.
Como um pintor usa a paleta das cores e constrói um belo quadro, nestes textos, quer em prosa quer em verso, as palavras brotam, ora em cores quentes e doces, ora numa miscelânea de tons que nos fazem seguir os sonhos.
O sonho que nunca devemos perder de vista, e que é obra é concretizado pela autora.
(Maria Manuela Blanco)


Não me dispenso também de, com a devida vénia, deixar também o pequeno e significativo poema do livro:


Quando o sol se põe,
Cai o vento vadio,
Queda-se o silêncio desarmado
Tiram-se os sapatos apertados
Arrastados de morte.
Arrancam-se os nós da garganta,
Soltam-se gemidos ocultos.
Quando o sol se põe,
Abre-se o portão da pobreza!

Por fim a sessão terminou com as habituais assinaturas da feliz autora, nos exemplares que lhe foram apresentados.
Parabéns Eduarda, por um sonho cumprido.


Daniel Costa

3 comentários:

Dulce disse...

Daniel

Estou passando para desejar a você e a sua família um lindo e feliz Natal. Que haja luz, amor e muita paz em seus corações nessa Santa Noite.

Dulce

RENATA MARIA PARREIRA CORDEIRO disse...

Parabéns à Eduarda e ao Grande Daniel*
Excelente postagem*
Beijosssss

poetaeusou . . . disse...

*
nas asas do vento
em desejos renovados
deixo,
vendavais de saúde
tempestades de amizade
marés de sereno carinho
e vagas de benquerenças
transportadas
no bico de uma gaivota .
,
maresias Natalícias,
ficam,
,
*