segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Mundo e Vida

MIGUEL DE OLIVEIRA
RETALHOS DE UMA VIDA DEDICADA À MÚSICA
ENSAIO DE BIOGRAFIA


Da autoria de Fernando Prego, editado pelo Cineclube de Monção, no passado mês de Agosto, mais precisamente a 20 (2009), uma interessante biografia do Maestro Miguel de Oliveira, que regeu a Banda daquela vila do Alto Minho.
O autor, de quem recebi um exemplar do livro, nele mostrou a sua minuciosa pesquisa, das actividades do Maestro que acabou os seus dia em Monção.
Mostra-o como figura de relevo que foi da cultura musical do nosso país.
O livro, em forma de ensaio, consta de 140 páginas, do formato 19,5 X 23 cm, é bem uma importante resenha da vida e enorme actividade musical de Miguel de Oliveira.
Recorro aos dois últimos parágrafos do autor, em nota a abrir:

"Miguel de Oliveira de Oliveira foi um homem de sonhos, um homem de causas, um homem solidário. Um homem bom: um Homem.
E, sendo assim, aliado a tudo isto, foi ainda um grande artista. Um Artista."

Percorrendo todo o livro, vale a pena ver seu currículo musical, que se inicia aos 16 anos como militar incorporado em 1935 “no Regimento de Sapadores de Caminho Ferro”.
Em 1938, já na Guarda Nacional Republicana, é “Promovido a 2º. Sargento músico no instrumento “Bombardino”.
Composto de bastantes fotos, recortes de jornais, cartazes, programas, etc. que marcam momentos importantes da sua brilhante actividade, musical e cultural.
Terminada a vida militar, Miguel de Oliveira, além de outras actividades, veio a dirigir em Lisboa e Porto, teatro musicado, nqual "Dirigiu em Lisboa e Porto teatro musicado, no qual  participava
como autor.
“Dirigiu a orquestra Politeama do saudoso “Comboio das seis e meia”, tendo colaborado com actores como Vasco Santana, João Vilarett e Costinha.
Dos espectáculos da sua responsabilidade, fizeram parte artistas como Amália Rodrigues, Maria de Lourdes Resende, Carlos Coelho, Hermínia Silva, etc.”


Com tony de Matos

“O Comboio das seis e meia”, foi um espectáculo de variedades que o Teatro Politeama, exibiu durante anos, sempre com grande êxito, para que muito contribuiu o maestro.


Com Amália Rodrigues

Um dos locutores, Artur Agostinho dedicou-lhe um depoimento, cujo final reproduzo:


Bem hajas, meu caro Miguel, pelos bons momentos de amizade de amizade e alegria que vivemos juntos, fazendo o trabalho de que mais gostávamos e sobretudo pela camaradagem e lealdade que sempre que sempre foi uma das tuas imagens de marca.
Posso afirmar que, profissionalmente, o Miguel era, alem de um homem de bem – sensível e solidário – um músico exemplar, competente e talentoso, e sempre cordial e paciente com os artistas que “embarcavam” todas as semanas no “Comboio” que partia da “gare” do Teatro Politeama, sempre sem acidentes de percurso.

Foram tempos de que muitas vezes recordo com muita saudade, em especial do meu amigo Miguel de Oliveira – o inigualável “maquinista” musical daquele comboio de sonho.
Lisboa, Junho de 2009
Artur Agostinho

Daniel Costa

1 comentário:

xistosa - (josé torres) disse...

Todos os fins de semana vou até ás cercanias de Monção.
Mais propriamente, Cortes.
De esquecimento em esquecimento, só leio o jorna para "pousar" as ideias.
Não ouvi falar.
Mas também só quando é mesmo necessário é que vou à civilização.
Tanto mais que de barco, é um sopro ao "outro lado"

Cumprimentos.