sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CIDADE DOS DIAMANTES

CIDADE DOS DIAMANTES

Amesterdão, na Holanda, é muito conhecida também como a cidade dos diamantes, devido a ter várias oficinas de lapidação e ser um importante centro do comércio dessas pedras, transformadas em preciosas jóias que fazem o “glamour” das grandes damas.
Porém Heitor que estivera na cidade do Dundo, na Lunda. Bem no norte de Angola, na fronteira com o Zaire, Ex - Congo Belga, quando se referia a essa, o que fazia inúmeras vezes, dizia-a cidade dos diamantes, senão a capital dos diamantes.
A cidade era toda uma estrutura total da organização de extracção mineira de diamantes. Situa-se na Província em que todo o solo é composto dessas pedrinhas de maior ou menor teor.
Também se lhe referiu, no encontro desse dia, com Hassan, ambos muito interessados em conversar sobre diamantes, também ele fizera uma comissão de trabalho, nesse ambiente inesquecível a colonos que por ali .
Hassan, tinha passado por aqueles estado na época de transição de Angola, Província de Portugal, a país independente e a iniciar a sua longa guerra civil, que a riqueza gerada no contrabando de diamantes tivera importante influência.
A certa altura veio à conversa o tema escravatura do tempo colonial.
Lunda, a terra duma cultura ancestral, como pôde ser visto por manifestações, que a própria Diamag – Companhia dos Diamantes de Angola, antes da independência do país, apoiava e pelo próprio acervo do Museu Etnográfico do Dundo, que ambos haviam visitado como confirmaram.

Diamante em pedra e lapidado

Era na extracção dos diamantes que se notava mais a discriminação racial. Por exemplo o trabalho mineiro era apenas executado por negros. Estes iam a casa, apenas de quinze em quinze dias, passando antes por rigorosas inspecções, sempre tendentes a evitar desvio de pedras.
O mais engraçado, foi quando falaram da proibição dos colonos criarem animais de capoeira pois acontecia, como sempre, para evitar desvios, pode dizer-se contrabando.
Foi a vez do Heitor sorrir a bom sorrir, lembrava-se de todos, nos seus grandes espaços criarem os animais, evitando comer só carnes brancas do aviário da Cancanda, da Diamang, fornecedora única de tudo.
Utilizava meios próprios, inclusive aeroporto, onde passavam muitos víveres, naturalmente, usando aquilo a que se podia chamar racionamento,
Galinhas ou patos marrecos, o mais fácil de criar podiam armazenar, nas suas goelas as pedrinhas que podiam vir a ser recuperadas nas fezes, pela impossibilidades destes as desfazerem nas entranhas.
Ambos recordaram o aviso: qualquer pedrinha que seja pisada, pode ser diamante, o melhor será nem fazer caso!

Museu Etnográfico da cidade do Dumdo


Máscara quioca Mwana wa pwa (Museu do Dundo)
Curiosidade: postal impresso em rotogravura, na grafica Bertrand & Lrmãos
Extinta no final dos anos sessenta, sob obra número 1.476.
Recolha feita por Daniel Costa, na própria empresa.
Como pode acontecer, perguntaram-se! Porém quando visitaram o Museu do Dundo, na secção própria, pelas classificações dos diamantes puderam confirmar, já os terem visto no terreno. De facto, tudo ali são diamantes, desde as pedrinhas que se desfazem entre dedos aos mais raros.
Todas e são muitas, têm classificação, que nada têm a ver com valor de preciosidades.

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 11:54  12 comentários

1 comentário:

poetaeusou . . . disse...

*
recordei,
os cristãos novos,
e os cristãos velhos,
o começo da ruina
económica de Portugal !
,
um abraço,
,
*