sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O CONTRABANDO DE DIAMANTES

O CONTRABANDO DE DIAMANTES

Ainda nos finais do século passado, a Assembleia Geral das Nações Unidas, reuniu várias vezes, objectivando aplicar sanções aos movimentos rebeldes, que fomentavam e impunham guerrilhas aos governos legítimos, em vários países africanos, em parte subvencionados pelo contrabando de diamantes.
Um dos países era Angola, que Jonas Sabimbi, a comandar a facção rebelde UNITA, se tentava impor ao governo de José Eduardo dos Santos.

Gurrilheiro do UNITA recrutado apenas com 11 anos de idade

RIFoi no princípio, da década de sessenta que Diamantino, um colono se dedicou à rentável actividade do contrabando dessas pedras, ditas preciosas.
Dizem, com foros de verdade, que os diamantes são eternos, porém as vidas que custam não são.
Diamantino, que matinha o negócio paralelo, na zona de Distrito da cidade de Malange, forçosamente se deslocava a Luanda, capital do pais, prestes a ser martirizado por uma guerra civil, em que o contrabando de diamantes iria desempenhar um papel económico preponderante.
Fazia as deslocações, até Luanda, por picadas, as estradas do país, no seu Mercedes, sempre acompanhado por três ajudantes e guarda-costas. Formava-se um grupo de diversão de pelo menos uma noite na cidade capital.
Uma noite de orgia à da conta da transacção das pedras.
Como o usual, bateu à porta da “boate” da Dolores, esta abriu-se de par em par. O grupo entrou, Diamantino logo solicitou, uma acompanhante para cada. Para a orgia ser completa pediu bar aberto e portas encerradas, ele se encarregaria de a ressarcir de todas as despesas.
Como é evidente o cliente, era de peso e habitual amante da Dolores, nas noites de Luanda, as acompanhantes dos amigos, também desempenhariam o papel de amantes, alta madrugada na dormida.
Outros passadores, depois de novas noites de orgia, as fariam chegar aos grandes centros do comércio legal de jóias da Europa.
Os filões, desse grande mundo de extracção de diamantes, a região dos quiocos, a grande Província da Lunda. Tnha sido administrado por uma grande companhia, que preservava bastantes filões para não vulgarizar o produto.
O contrabando enquanto vulgarizava, encarecia o produto, mantendo-o apenas acessível só a gente abastada e caprichosa no satisfazer frivolidades.
Sem o saberem, ou pouco lhes importaria, fomentavam guerras, terrenos minados e escravatura.

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 10:39  4 comentários

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