domingo, 26 de dezembro de 2010

MUNDO E VIDA

POESIA – UM LIVRO E DUAS BROCHURAS

Caminhei…
Caminhando…

Primeiro, o livro de poemas “Caminhei… Caminhado… “ Da autoria da amiga bloguista Lili Laranjo, mulher extremamente activa, e profícua poetisa.
No texto da contracapa achei óptima a definição ali publicada, escrita como prefácio de Paulo Salvador, passo a transcrevê-la:


- “ Ao longo dos anos, muitos foram os universos, os momentos, as angústias espalhadas nos livros da autora.
Ela escreve o que pensa e nem sei se precisa de pensar no que escreve. Tenho a ligeira sensação que se calhar a amiga Lili Laranjo, sensível e frágil, sente escrevendo e escreve sentindo o momento.
A ela as palavras são amigas. Nós, como amigos, mais não temos do que aceitar esta nova viagem ao seu mundo pleno de intimidades, hesitações, alegrias e tristezas, desânimo e força.
Esta obra é uma, a mais importante neste momento, mas será sempre mais uma antes da próxima. A inquietude da Lili não a deixa parar. Ela é como o vento, “ que vem devagar ou com força, que sopra com vontade””.
Tive o prazer de ler o presente livro, como tenho lido outros dela e gostava apenas de destacar aqui a palavra “inquietude”.

Aplica-se-lhe bem.
Sublinho com um poema do livro:

VIDA

Ó vida, vida
De cardos e espinhos
Ó vida de amor e beleza
Ó vida, vida
De encontros e desencontros
Ò vida, vida
Que eu quero que seja sentida
Para que possa ser vivida

De notar que a capa do livro é da sua autoria, como são todas as dos seus livros, sendo cerca de uma dezena, na maior parte de poesia. É conveniente mencionar que também se dedica à pintura, a qual já expôs variadas vezes.

SONHOS

SONHOS, é uma brochura, a segunda da poetisa nordestina (Brasil) Ma Socorro. Tenho o prazer, o privilégio, de ser com ela, coo autor do blog, ENCONCONTROS LUSO - BRASILEIROS DE POESIA, neste painel.
É também uma poetisa muito profícua, além de ter lido ambas as brochuras acompanho o seu blog pessoal, noutro grupo que não o Blogspot.


Falar da poesia de Ma Socorro portanto, não se me torna difícil, porque gostei de a ler, como de acompanhar o que escreve e como o faz. Considero-a pois, uma excelente poetisa, além de que me fascina a cultura e o folclore do nordeste brasileiro.
Deixo o seguinte poema de SONHOS:

SÚPLICA DE DESEJO

Eu chamo pelo teu nome
Sonho… Amor… Sedução
Muito mais do que imaginas
Súplica dos meus desejos
Bálsamo da minha paixão
Na essência deste amor
Que invade todo o meu ser
Em mim!... Em ti
Ânsia de amar-te!
Deixa-me amar-te!
Deixa-me beijar-te!
Deixa-me amar-te!
Deixa-me amar-te!

Ma Socorro

ESTRELA

Estrela é a designação do primeiro, não terei apreciado menos, poderá haver uma diferença no seu todo: menos sabor a sensualidade, esse modo tão característico, quanto belo e suave da poesia brasileira, dos amigos bloguistas do país irmão.

Daniel Costa


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MUNDO E VIDA

LANÇAMENTO DO LIVRO "LUZ AO ENTARDECER"

Aconteceu na Biblioteca José Saramago, no Feijó, Almada a sessão de lançamento do livro de Maria Caiano Azevedo, a conhecida colega bloguista Mariazita, que o apresentou, ladeada por uma filha e neta.


 Na apresentação a autora, ladeada pela filha e neta

A Mariazita depois de escrever a dedicatória para outra bloguista, a São

 Sempre a autora, no seu afã de autogafar cada exemplar

 Um livro cuja acção de passa em meados do século passado, quando certos pais ainda arranjavam casamentos às filhas, na maior parte das vezes de conveniência.
A autora usado o romantismo à mistura com  certo ar de tragédia, consegue manobrar o leitor, de modo a trazê-lo preso à leitura.
Vale a pena, pois, a saborosa leitura, que o livro proporciona.
A autora nesta sua primeira experiência literária, com o apoio da Câmara Munipal de Almada, está de parabéns, pela interessante obra que apresentou ao público.

Daniel Costa




sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CURICULO

TRABALHADOR NO CAMPO

Até 1964, cavei (quando ainda se cavava a terra), trabalhei em sementeiras, ceifei, sachei, fiz todo o trabalho relacionado com a produção de vinho, etc.
Cavar vinha e ceifar, muitas vezes funcionavam ao desafio, de sol a sol. Fiz parte de um restrito grupo de homens, a quem era difícil bater, na área do Oeste. Em tempos de aperto, éramos contratados a ganhar o triplo da generalidade. Logo aos 17 anos.

EM LISBOA

De 1964 a 1975, já em Lisboa, tive 11 empregos. Por fim criei a minha própria Revista, a FRANQUIA, dedicada a assuntos do âmbito da filatelia. Devo dizer que obteve sucesso no Brasil, sobretudo na área de São Paulo, onde foi promovida, por Américo Tozzini, um grande amigo, no programa radiofónico “PULO DE GATO”, da Rádio Bandeirantes.

TRALHALHOS NA ÁREA JORNALÍSTICA

1973/1974 – Colaboração assídua no extinto “Jornal do Oeste” (Rio Maior). Com o pseudónimo de Miguel Foz – contos, poesia e outros.
1974 – Criação e direcção, sob o pseudónimo de Miguel Foz de FRANQUIA – Revista Filatélica Portuguesa. Terminou em 1977 com 37 números editados.
1972/1973 – Colaboração na Revista “F.N.” – Filatelia e Numismática, com o pseudónimo de Miguel Foz. Usando o definitivamente o nome próprio, do número 88 a 106 (término), forma efectiva, como consultor, a colaboração foi alargada a artigos, editoriais e entrevistas.
1983/1987 – Colaboração permanente na revista “Coleccionando”.
1994 (Janeiro) / 2007 (Maio) quando terminou, colaborador, dito correspondente de assuntos da filatelia nacional, da revista Crónica Filatélica da Afinsa, em Madrid.
1981/2001 - edição e direcção de “FRANQUIA – Bolsa Jornal” – Guia de Oportunidades para Coleccionadores. Terminou no número 223.
1995 – Alguma colaboração no “Jornal da Amadora” (semanal). Passou a ser sistemática desde Setembro de 2005.
2006 – Colaborador regular (bimensal) em “Filnumis – O Guia do Coleccionador”
- Outras colaborações dispersas

COMO ESCRITOR
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2010 autor do Livro "LISBOA CAFÉ", editou Papiro Editora.

“AMOR NA GUERRA”, escrito a partir do diário pessoal, rudimentar diga-se, tendo anotados na hora, as datas dos factos. Confesso que terei sido um homem de sorte.
A não ser na altura em que se viajava com armas rudimentares, depois da rendição. No regresso da zona de intervenção, em que o Esquadrão sofreu uma emboscada de monta, estive sempre ausente em momentos cruciais, que marcaram a acção da contra guerrilha.
Também se veio a saber, por uma intervenção aguerrida do comandante de Esquadrão, o então Capitão João Ramiro Alves Ribeiro, a UPA evitava atacar a tropa comandada por este, além de que estávamos para lá do Rio Lifune, zona que já não era considerada pertencente ao “Reino” de Nabuangongo, portanto menos fustigada em 1962.
As minas anti carro fizeram o seu aparecimento, mais no fim da comissão e nunca sofremos os seus efeitos.
No fundo, tenho razões pessoais, dada a minha estrutura mental de observador e as circunstâncias do modo de vida anterior, para considerar os vinte e sete meses de mobilização, umas férias grandes.
Com admiração, devo aqui recordar a cultura do alambamento (casamento por compra da noiva), usual na Lunda, tendo entrado numa dessas negociações, para ver como eram processadas.
Como nota final, nos últimos sete meses fui elevado, ao cargo de gestor do rancho de Esquadrão Eventual, na Lunda, cidade capital da extracção dos diamantes, o que na data, dada a minha pressuposta precária cultura, poder ser considerada uma honra, um feito que veio a ser premiado com louvor militar.

A Lançar no dia 23 de Novembro de 2010.

Daniel Costa


terça-feira, 5 de outubro de 2010

O PRIMEIRO LANÇAMENTO DA EDITORA ALFARROBA

O PRIMEIRO LANÇAMENTO
DA EDITORA ALFARROBA

Teve lugar, no dia dois de Outubro na Casa Museu – Dr. Anastácio Gonçalves, na Rua 5 de Outubro, o primeiro lançamento de um livro, que deu início à actividade editorial da nova editora ALFARROBA, “Um Brinquedo para Aglael e Daimon”, da autoria de Eugénio Bernardes, pseudónimo de José Artur da Costa Cabral, ilustre Engenheiro, Investigador.


Ao centro o autor, ladeado à esquerda pela esposa,
à direita pela representante editorial

O livro é o que se poderia chamar dois em um. Ambos são autobiográficos, o primeiro consta do nascimento e vida em Moçambique; o segundo da vida de estudante ultramarino em Lisboa e Amesterdão.
Deixo um episódio nele inserido:

“Num fim de tarde, estava Eugénio a conversar com alguns amigos no passeio em frente ao Império, quando do outro lado da Almirante Reis passou uma senhora, daquelas que Eça escreveria com prazer, com o peito a querer saltar do vestido decotado, a cintura estreita e as ancas largas, um espanto de mulher. Andaria pelos trinta e poucos anos, as pernas compridas, que se adivinhavam esbeltas, a saírem de uns sapatos de salto alto. A”malta” não se conteve e assobios variados aprovavam a beleza das suas formas…
“Fuii… fuiiiuuuu. Um rapaz, que habitualmente por ali andava habitualmente, disse:
“É chato… pá, e ante a nossa perplexidade esclareceu, como que a desculpar-se:
“Vocês são uns chatos, porra! É a minha mãe!” Já não havia nada a fazer. A sua mãe era boa como o milho, e ele, se não sabia ficou a saber. Pior seria se fosse um estafermo, esteve prestes a dizer-lhe, mas não disse."

O lançamento ocorreu com a presença de bastantes ex-colegas e amigos do meio. Bastantes, senão todos, originários de Lourenço Marques (a actual cidade de Maputo), capital de Moçambique.
Convidado e estar presente, pela coordenadora editorial, apreciei o acto e as várias palestras, revelações interessantes.
O livro e o seu conteúdo, assim como várias incidências nele contido, começou por ser apresentado pela esposa do autor, depois por Andreia Salgueiro, a representar a editora Alfarroba.
Por fim teve a palavra o autor.

Daniel Costa

sábado, 28 de agosto de 2010

COM A IDADE APRENDEMOS A SER NOVOS


COMO DEVO SER UM DOS MAIS VELHOS BLOGUERES DESTA RODA, SINTO-MO A APRENDER A SER NOVO, É COM ENORME PRAZER QUE  RECOMENDO A FÓRMULA.

O pensamento que segue recebi por E-Mail:

"O preço da idade é bagagem que adquirimos

por todos os anos vividos, de alguns fracassos que existiram
e de toda a experiência que vivemos.

Mas, o maior Preço da Idade é desistir de si mesmo.

Com carinho,"

Postado por daniel Costa

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

MUNDO E VIDA


UMA TARUGARUDA EM CIMA DO POSTE


Enquanto suturava um ferimento na mão de um velho *almeida, cortada por um caco de vidro indevidamente jogado no lixo, o médico e o paciente começaram a conversar sobre o país, o governo e, fatalmente, sobre o Sócrates.
O velhote disse:
"Bom, o senhor sabe... o Sócrates é como uma tartaruga em cima do poste..."
Sem saber o que o almeida quis dizer, o médico perguntou o que significava uma tartaruga num poste
E o almeida respondeu:
"É quando o Sr. Dr. vai por uma estrada, vê um poste e lá em cima tem uma tartaruga a tentar equilibrar-se.
Isso é uma tartaruga num poste."
Diante da cara de interrogação do médico, o velhote acrescentou:
"Ninguém entende como ela chegou lá;
Ninguém acredita que ela esteja lá;
Toda a gente sabe que ela não subiu para lá sozinha;
Toda a gente sabe que ela não deveria nem poderia estar lá; Toda a gente sabe que ela não vai fazer absolutamente nada enquanto estiver lá;
Ninguém entende porque a colocaram lá;
Então, tudo o que temos a fazer é ajudá-la a descer de lá, e providenciar para que nunca mais suba, pois lá em cima DEFINITIVAMENTE não é o lugar dela".

AJUDE A TRATARUGA A DESCER DO POSTE!...


UM DOS VARIADÍSSIMOS E-MAIL’S QUE RECEBO, NESTE FIZ ARRANJO E ACHEI POR BEM POSTAR.


PALGUM DO AMIGOS BRASILEIROS QUE O VISITEM EXCLAREÇO: SÓCRATES É DE MOMENTO O PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL.

* NOTA: Em Lisboa é comum dar-se a designação de -  almeida - a um varredor da cidade.


Arranjos o postado por Daniel Costa

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

CIDADE DOS DIAMANTES

CIDADE DOS DIAMANTES

Amesterdão, na Holanda, é muito conhecida também como a cidade dos diamantes, devido a ter várias oficinas de lapidação e ser um importante centro do comércio dessas pedras, transformadas em preciosas jóias que fazem o “glamour” das grandes damas.
Porém Heitor que estivera na cidade do Dundo, na Lunda. Bem no norte de Angola, na fronteira com o Zaire, Ex - Congo Belga, quando se referia a essa, o que fazia inúmeras vezes, dizia-a cidade dos diamantes, senão a capital dos diamantes.
A cidade era toda uma estrutura total da organização de extracção mineira de diamantes. Situa-se na Província em que todo o solo é composto dessas pedrinhas de maior ou menor teor.
Também se lhe referiu, no encontro desse dia, com Hassan, ambos muito interessados em conversar sobre diamantes, também ele fizera uma comissão de trabalho, nesse ambiente inesquecível a colonos que por ali .
Hassan, tinha passado por aqueles estado na época de transição de Angola, Província de Portugal, a país independente e a iniciar a sua longa guerra civil, que a riqueza gerada no contrabando de diamantes tivera importante influência.
A certa altura veio à conversa o tema escravatura do tempo colonial.
Lunda, a terra duma cultura ancestral, como pôde ser visto por manifestações, que a própria Diamag – Companhia dos Diamantes de Angola, antes da independência do país, apoiava e pelo próprio acervo do Museu Etnográfico do Dundo, que ambos haviam visitado como confirmaram.

Diamante em pedra e lapidado

Era na extracção dos diamantes que se notava mais a discriminação racial. Por exemplo o trabalho mineiro era apenas executado por negros. Estes iam a casa, apenas de quinze em quinze dias, passando antes por rigorosas inspecções, sempre tendentes a evitar desvio de pedras.
O mais engraçado, foi quando falaram da proibição dos colonos criarem animais de capoeira pois acontecia, como sempre, para evitar desvios, pode dizer-se contrabando.
Foi a vez do Heitor sorrir a bom sorrir, lembrava-se de todos, nos seus grandes espaços criarem os animais, evitando comer só carnes brancas do aviário da Cancanda, da Diamang, fornecedora única de tudo.
Utilizava meios próprios, inclusive aeroporto, onde passavam muitos víveres, naturalmente, usando aquilo a que se podia chamar racionamento,
Galinhas ou patos marrecos, o mais fácil de criar podiam armazenar, nas suas goelas as pedrinhas que podiam vir a ser recuperadas nas fezes, pela impossibilidades destes as desfazerem nas entranhas.
Ambos recordaram o aviso: qualquer pedrinha que seja pisada, pode ser diamante, o melhor será nem fazer caso!

Museu Etnográfico da cidade do Dumdo


Máscara quioca Mwana wa pwa (Museu do Dundo)
Curiosidade: postal impresso em rotogravura, na grafica Bertrand & Lrmãos
Extinta no final dos anos sessenta, sob obra número 1.476.
Recolha feita por Daniel Costa, na própria empresa.
Como pode acontecer, perguntaram-se! Porém quando visitaram o Museu do Dundo, na secção própria, pelas classificações dos diamantes puderam confirmar, já os terem visto no terreno. De facto, tudo ali são diamantes, desde as pedrinhas que se desfazem entre dedos aos mais raros.
Todas e são muitas, têm classificação, que nada têm a ver com valor de preciosidades.

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 11:54  12 comentários

O CONTRABANDO DE DIAMANTES

O CONTRABANDO DE DIAMANTES

Ainda nos finais do século passado, a Assembleia Geral das Nações Unidas, reuniu várias vezes, objectivando aplicar sanções aos movimentos rebeldes, que fomentavam e impunham guerrilhas aos governos legítimos, em vários países africanos, em parte subvencionados pelo contrabando de diamantes.
Um dos países era Angola, que Jonas Sabimbi, a comandar a facção rebelde UNITA, se tentava impor ao governo de José Eduardo dos Santos.

Gurrilheiro do UNITA recrutado apenas com 11 anos de idade

RIFoi no princípio, da década de sessenta que Diamantino, um colono se dedicou à rentável actividade do contrabando dessas pedras, ditas preciosas.
Dizem, com foros de verdade, que os diamantes são eternos, porém as vidas que custam não são.
Diamantino, que matinha o negócio paralelo, na zona de Distrito da cidade de Malange, forçosamente se deslocava a Luanda, capital do pais, prestes a ser martirizado por uma guerra civil, em que o contrabando de diamantes iria desempenhar um papel económico preponderante.
Fazia as deslocações, até Luanda, por picadas, as estradas do país, no seu Mercedes, sempre acompanhado por três ajudantes e guarda-costas. Formava-se um grupo de diversão de pelo menos uma noite na cidade capital.
Uma noite de orgia à da conta da transacção das pedras.
Como o usual, bateu à porta da “boate” da Dolores, esta abriu-se de par em par. O grupo entrou, Diamantino logo solicitou, uma acompanhante para cada. Para a orgia ser completa pediu bar aberto e portas encerradas, ele se encarregaria de a ressarcir de todas as despesas.
Como é evidente o cliente, era de peso e habitual amante da Dolores, nas noites de Luanda, as acompanhantes dos amigos, também desempenhariam o papel de amantes, alta madrugada na dormida.
Outros passadores, depois de novas noites de orgia, as fariam chegar aos grandes centros do comércio legal de jóias da Europa.
Os filões, desse grande mundo de extracção de diamantes, a região dos quiocos, a grande Província da Lunda. Tnha sido administrado por uma grande companhia, que preservava bastantes filões para não vulgarizar o produto.
O contrabando enquanto vulgarizava, encarecia o produto, mantendo-o apenas acessível só a gente abastada e caprichosa no satisfazer frivolidades.
Sem o saberem, ou pouco lhes importaria, fomentavam guerras, terrenos minados e escravatura.

Daniel Costa

Publicada por Daniel Costa em 10:39  4 comentários

quinta-feira, 22 de julho de 2010

MUNDO E VIDA

PORTAS DE BENFICA

Duma série de 26 postos fronteiriços que constituíam os limites fiscais da cidade de Lisboa, existe apenas o chamado, Portas de Benfica, o que sobreviveu à fúria urbanística.
Constitui um interessante conjunto arquitectónico construído em 1886. As Portas de Benfica pertencem actualmente ao Ministério das Finanças.
Marcam a extremidade de concelho de Lisboa, e começo do sedeado na cidade da Amadora.
Este Posto Fronteiriço, como os demais, servia para cobrar uma certa importância a todos os vendedores que se dirigiam com as suas mercadorias à cidade para nela as venderem, abastecendo os habitantes da capital.
O transporte era feito com o velho burro e com ele vinham a calcorrear da chamada zona saloia, outros tempos!...
Só em 1892 viria a terminar essa fiscalidade. Hoje o edifício estilizado é o logótipo da Junta de Freguesia de Benfica.


Ontem dei uma saltada ao local, para tirar fotografias, ali vai passar uma auto-estrada, cuja construção foi polémica, cerca de duas décadas. Pareceu-me que a entrada para a Venda-Nova, Amadora, deixará de ser feita entre os dois blocos do conjunto arquitectónico das Portas de Benfica.
Ficam aqui as minhas fotos de ontem, 22/07/2910, obtidas em plena construção da nova rodovia, pelo que não consegui melhor.

Daniel Costa


sábado, 10 de julho de 2010

MUNDO E VIDA


CONVERSAR

É IMPOSSÍ8VEL TENTAR ESTABELER CONVERSAÇÃO COM ALGUÉM QUE NÃO NOS QUER OU NÃO SABE OUVIR, SÓ QUER OU DESEJA MONOLOGAR. DESEJA FALAR SÓ.
PARA APRENDER DEVEMOS SABER SER BOM OUVINTE.

Daniel Costa

quinta-feira, 8 de julho de 2010

MUNDO E VIDA

ENCONTRO EM LISBOA

Heitor estava na hora, a que chamava má, era meio da tarde e como sempre, começara a laborar cedo, sentara-se numa mesa da cervejaria Universo, mais com o intuito de relaxar um pouco do que propriamente tomar uma bebida. Para matar a sede, nada há como a água, que antes havia bebido no seu escritório.
Entrou um cavalheiro forte e alto, olhar tipo sereno ao mesmo tempo, como que irrequieto, dando uma mirada a todo o ambiente. Nisto pediu licença para se sentar na mesma mesa.
Encorajado a fazê-lo, logo encetou conversa, mostrando simpatia. O colóquio foi seguindo, ao fim e ao cabo estava a ser interessante.
A determinada altura, Heitor foi entendendo que estava a conversar com um perito em diamantes, essa pedraria que tanto agradava às senhoras.
Quantas cabeças coroadas, quantas princesas e concubinas terão sido seduzidas, com promessas e acenos que tinham o brilho desses pedaços arrancados, sabe Deus com que sacrifícios às entranhas da terra?
Quantas guerras os diamantes terão provocado e sustentado?
E o contrabando dessas, ditas preciosidades?
Meditando nisto, Heitor ia ouvindo deliciado Hassan, era esse o nome do novo e ocasional companheiro de conversa fluente agradável.
A certo ponto, falou da peritagem que constantemente, era chamado a fazer para uma tal empresa a funcionar, registada, como galeria de arte. Na verdade um dos seus grandes negócios era, entre outros, o contrabando dos diamantes.
Heitor conhecia a casa e sempre desconfiou que a arte era apenas um modo de camuflar outras actividadesilícitas mais rentáveis.
A conversa, por isso estava a ser aliciante, tanto mais que o ouvinte, além de saber ouvir, era observador e o tema aliciante, interessava-o muito.
Dizia Hassan:
- A determinada altura, o administrador da galeria pensou que já sabia tudo sobre as pedras e prescindiu dos serviços dum perito, em avaliação das ditas, eis que se apercebeu que estando a adquirir a bons preços. Estava a comprar diamantes sim, mas sem valor, isto porque os há que se desfazem como areia entre os dedos.
A sua ganância era tal que tinha deixado de desejar pagar as comissões devidas a um perito, tenho adquirido pedras sem outro valor que não fosse museológico.
Viu o erro em que caiu e quando foi necessário, recorreu a chamar-me de novo, passei a cobrar uma maior comissão. Estava a contactar um perito que não sabia apenas de diamantes, até então era um amigo. A partir da data em que tinham sido postos de parte os meus serviços, passei apenas a perito especializado.
Depois de um certo tempo, Heitor fez menção de se despedir, preparava-se para sair quando Hassan disse: o amigo tem sido companhia agradável, reparei no seu interesse por histórias de diamantes, pelo que proponho encontros aqui mais vezes.
Depois da proposta aceite com agrado, despediram-se.

Daniel Costa

8 comentários:


Ana Martins disse...

Caro Daniel,
parabéns pela coragem de dar vida a um novo blogue que lhe vai exigir mais trabalho e mais tempo dedicado aqui à blogosfera.
Que o sucesso seja gratificante e que em breve todos os seus amigos estejam aqui a visitar este seu novo espaço que me parece já bastante acolhedor e interessante.
Gostei muito do seu primeiro post.
Beijinhos,
Ana Martins

6 de Março de 2010 14:04

VANUZA PANTALEÃO disse...

Olá, meu querido!
Os diamantes aqui estão e mais brlhantes que eles são as luzes que brotam da tua rica imaginação. Tramas e personagens já se avizinham. Vou acompanhá-los com prazer.
Um deslumbrante final de semana, Daniel!!!Bjsss
7 de Março de 2010 03:18

Carmem disse...
Adorei!!
Bjusss

8 de Março de 2010 06:37

Mariazita disse...
Olá, Daniel
Parabéns pelo teu novo blog.
Está com um aspecto muito bonito.
A imagem do topo de página é lindíssima. Muito bem escolhida, muito bom gosto!
O texto...tem pernas para andar. Passarei a acompanhar, mas para já digo-te que achei um pouco esquisita a conversa "tão aberta" do Hassan com um desconhecido.
Estarei a ser desconfiada sem razão???
Vou esperar para ver.
Mais uma vez parabéns e beijinhos
Mariazita
8 de Março de 2010 09:38

VANUZA PANTALEÃO disse...
Realmente, amigo, a história não passa só pelos personagens, ela vai além e toca na ganância humana. Quanto sangue não se derramou por essas pedrinhas!
Vamos acompanhando de perto!!!Bjsss
8 de Março de 2010 11:23

poetaeusou . . . disse...

*Diamantes ?
cheira-me a Angola,
um abraço,
*12 de Março de 2010 07:07

xistosa - (josé torres) disse...

Também já fui um "perito" em diamantes ...
Há muitos anos, em Angola (1970), vendi muitos.
Eram aquelas pequenas "pedras", os anti-humidades da Cecrisinqa e da Calcio-cecrisina (vitamina C).
Vinha na tampa para evitar as humidades.
Há sempreq uem goste de pechinchas e eu não me fiz rogado.
Arranjei uma mão cheia daqueles "diamantes" ...
Para mim e para o meu sócio, foram mesmo diamantes.
Deram para mim e mais meia dúzia de "vendedores dos diamantes" andarmos quase um mês a comer de borla à custa dum "avarento-esperto".
Que tempos aqueles ...
Um bom fim de semana.
12 de Março de 2010 16:23

SAM disse...

Querido amigo,
antes de comentar sobre este interessantíssimo texto, parabenizo-o por mais um espaço aberto aos seus leitores. É sempre uma felicidade um blog, como o seu, que tem muito a dizer.
De início a história prende e ficamos ansiosos pela sequência. E muito mais que uma narrativa, a certeza que temos é que esta história tem muito a dizer no que concerne a reflexão. E das melhores!

Carinhoso beijo e ótimo fim de semana, Daniel!

12 de Março de 2010 20:10




MUNDO E VIDA


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2 comentários:


lita duarte disse...

Oi, Daniel.

Vida longa ao blog.

Bom domingo.

Beijos.


7 de Março de 2010 03:11

Dulce disse...

Daniel

Parabéns por mais este espaço, mais um lugar agradável de se visitar. Será um espaço dedicado aos diamantes e ao que eles encerram? Bem interessante essa idéia.

Beijos
Dulce

9 de Março de 2010 02:42

terça-feira, 29 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

FIM DO JORNAL 24 HORAS

No dia 5 de Maio de 1998, estava eu a passar uns dias de férias em Albufeira, no Algarve, era fiel a um jornal de que guardo boas recordações, também já extinto, A CAPITAL
Como não estava em Lisboa, tinha-me passado despercebida a criação do novo meio de comunicação. Como então coleccionava primeiros números de publicações, tratei de adquirir um exemplar, preterindo o meu fiel meio de comunicação em papel.
Pode ser visto aqui o cabeçalho da capa do primeiro número que foi dado à estampa.
O que me leva a ter pena da queda do jornal é a mesma razão que esta me assolou, em todos os casos.
Não por ter colaborado e continuo, em variadíssimos órgãos de comunicação social, inclusive de Espanha, de ter criado a minha própria revista, que durou mais de três décadas, escrevendo e sendo o próprio paginador.
Isto porque a feitura de um jornal, mesmo qualquer trabalho gráfico, não tem segredos para mim. Sou ainda do tempo da composição em chumbo nas linotypes, da fotogravura, da galvanoplastia etc.
Conheci várias salas de redacção, de teleimpressoras, que no seu matraquear, iam recebendo notícias de todo o mundo.
Depois os meios evolutivos que foram deixando, títulos pelo caminho, como seria lógico.
Acontece que os meios de comunicação social, têm continuado a evoluir, para dar lugar a novas formas de informação.
Fazendo uma retrospectiva de todo o mundo da informação, desde os anos sessenta de século passada, como de todos os sectores da economia, fica-se com uma panorâmica da abissal diferença.
Torna-se interessante poder conversar com gente de trinta, quarenta anos, ou mais para ver o que temos de continuar a reciclamo-nos.
É de crer que a sociedade do futuro, vai depender da globalização que a Internet protagoniza. É de crer mesmo que os mais velhos de hoje deviam fazer todo o esforço para entrar já nesse novo mundo.
Mas enfim, o meu objectivo é deixar aqui expresso, o que me motiva, a mágoa de ver findar, no fim de 12 anos, mais um jornal diário, o 24 HORAS.

Daniel Costa

terça-feira, 22 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

“HEI-DE ESMAGÁ-LOS COM O MEU OPTIMISMO”

Há anos vi ma Televisão um filme, não sou capaz de recordar o nome. O que nunca esqueci foi a frase, em título, porque eu próprio, sou inveterado cultor do optimismo.
Efectivamente, a palavra “esmagá-los” configuraria um é exagero, caso não de inserisse no humor de que António Silva foi mestre.
Porém, o optimismo é um forte antídoto contra alguém maldoso por natureza,
Porém é de ter em conta, que um optimista só o poderá ser tendo a capacidade suficiente para conhecer o mundo que o rodeia e aperceber-se das várias manobras para o destruir. O mesmo causa confusão em muitos espíritos.
Esses gostam mais de destruir de que tentar aprender a construir, dai que pensem que alguém que actue sob o signo do optimismo é alguém cheio de bens materiais.
Podem pensar erroneamente, mas para construir é preciso ser optimista e ter fé si, em primeiro lugar, mesmo usando bens materiais.
António Maria da Silva, de seu nome completo, a meu ver, terá sido, um dos maiores e mais talentosos artistas cinematográficos do país.

O espírito de humor que alardeou em filmes, como “O GRANDE ELIAS”, “O LEÃO DA ESTRELA” ou “O COSTA DO CASTELO”, para não falar em muitos outros, em que fez personagens de evidente humor optimista, são o paradigma do que deixo escrito.
António Silva faleceu com 84 anos, em 3 de Março de 1971, em Lisboa.

Daniel Costa

sábado, 19 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

MORREU JOSÉ SARAMAGO

A dezassete de Maio do ano de dois mil e dez, faleceu com 87 anos, na sua casa em Lanzarote, Espanha, o grande escritor, José Saramago.
Dado que se trata de um português ilustre, galardoado em 1998 com o Nobel da Literatura, o Estado Português, através do Ministério da Cultura, procedeu à trasladação do féretro para ser cremado em Lisboa.
As honras fúnebres Oficias foram prestadas no Salão Nobre da Câmara Municipal de Lisboa, onde esteve em câmara ardente.
Vou recordar aqui a homenagem que os Correios Portugueses lhes prestaram em 1998, ano em que foi agraciado com o Prémio Nobel da Literatura.
Foi lançado, com Carimbo Comemorativo de Primeiro DIA de Emissão, em 15/XII/1998, um bloco filatélico alusivo, no valor facial se 200$00. O selo com a sua efígie figura ao centro, à esquerda cinco dos seus livros, a saber, “Deste Mundo e do Outro”, “História do Cerco de Lisboa”, “Memorial do Convento”, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” e “O Ano da Morte de Ricardo Reis”.
O lançamento do bloco, que fica para a posterioridade, teve lugar no Salão Nobre do edifício sede dos CTT, na Rua de S. José, em Lisboa, com a presença do laureado, da sua mulher, a Jornalista e tradutora espanhola Pilar de Rio e de muitas entidades, como o Ministro dos Transporte de então, o Eng. João Cravinho, o Presidente da Sociedade de Autores, para não falar no titular dos Correios e muitas outras entidades.
A imprensa televisiva, falada, e escrita, esteve representada em peso, inclusive uma televisão de Espanha.
Estive presente a reportar, para a revista Crónica Filatélica, da Afinsa, de Madrid. Como a todos os jornalistas, foi-me entregue um dossier com um FDCB (envelope com o bloco carimbado e outros elementos). Vários presentes solicitaram a José Saramago, o seu autógrafo, no próprio envelope, que acedia com agrado, procedimento que segui, o que me permite apresentá-lo aqui autografado.
Dias após, recebi dos CTT - Correios de Portugal, a foto de José Saramago, em plena recepção, vendo-se o então Ministro dos Transportes, a mesma que também se reproduz.

Daniel Costa

quinta-feira, 17 de junho de 2010

MUNDO E VIDA

FÁBRICA SIMÕES
 
A Fábrica Simões, a laborar num edifício construído, de raiz no Bairro de Benfica, na Avenida Gomes Pereira, em Lisboa, foi criada no já longínquo ano de 1907. Ali chegou a trabalhar cerca de um milhar de operários. Possuiu creche, onde as empregadas podiam deixar os seus filhotes.
A unidade fabril era dedicada a confecções de “langerie”.
Ao tempo, muitos operários vinham da vizinha Amadora, terá sido a mesma que trouxe a Benfica o primeiro surto de desenvolvimento e terá sido o motivo porque a artéria ficou muito conhecida na cidade.
Quase em frente à Fabrica, muitos estarão lembrados de haver uma vivenda, onde moravam os proprietários, No meio do seu jardim havia uma estatueta, representando o fundador.
Foto Internet: o projecto

Há mais de vinte anos, que a grandiosa Fábrica deixou de laborar. No entanto o edifício ainda existe, sendo um dos poucos fabris antigos existentes em Lisboa.
O edifício, de bela arquitectura, bastante degradado, situa-se na Avenida Gomes Pereira, junto à junta de freguesia local, havendo um projecto para o recuperar, para um condomínio com espaços de lazer.
A recuperação em projecto prevê um aumento de 700 automóveis, para o que se prevê também um via subterrânea para mais fácil escoamento de trânsito, não afectando o existente, já que a Avenida Gomes Pereira, entronca na Estrada de Benfica, com a Avenida do Uruguai.

Foto Daniel Cota: Friso do edifício, vendo-se o projecto

Por essas vias, passa muito trânsito se destinará ao Centro Comercial Colombo, também em Benfica, de grandeza impar, o que evitaria afectar.
Julgo que o empreendimento de requalificar do espaço, porque presumivelmente se irá destinar a uma classe alta, não aguardará muito espaço de tempo a ser construído, apesar da crise que se conhece.

Por Daniel Costa

sábado, 29 de maio de 2010

MUNDO E VIDA

DIA MUNDIAL DA CRIANÇA


A Papiro Editora, a 1 de Junho de 2010, na Fnac de Alfragide, para assinalar o DIA MUNDIAL DA CRIANÇA, lança dois livros. São eles: “MADA – quem és tu”, de Silvina Marques e “o guarda-chuva mágico”, de Paulo César Nunes.


A sessão decorrerá pelas 19h00.

Daniel Costa

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Mundo e Vida

TAÇA DOS CLUBES
CAMPEÕES EUROPEUS

Congratulemo-nos desde já, porque o treinador português, José Mourinho, ao serviço do Milão, de Itália se sagrou Campeão Europeu da época 2009/2010. Feito que só por si, dá acesso ao clube participar na edição seguinte.
Em Portugal o Sport Lisboa e Benfica sagrou-se Campeão Nacional da época 2009/2010, sob a orientação do técnico português, Jorge Jesus, que também lhe dá acesso, por direito próprio a liga dos Campeões Europeus 2010/2011.
Este clube foi vencedor da competição nas épocas 1960/1961 e 1961/1962, desde então esteve várias vezes na final, saindo sempre derrotado.
Porém objectivamente vou abordar a época 1968/1969, em que o Benfica também entrou na maior competição europeia de clubes.
A então, editora PALIREX editou um álbum de cromos com todos os jogadores principais das equipas que participaram, foram elas: Benfica, Portugal; Real Madrid, Milão, Fussball, Saint-Etiene, Valur, Rápid, Anderlerlech, Akademisk, Glentoran, Jeunesse, Celtic, Manchester United, Malmô, Reipas, Manchester City, A. E. K., Fussubacllclub, Limassol, Ferencvaros, Cvena Zvezda, Carl-Zeiss, Ajax, Spatak Taz Trnava, Floriana, Club Sportif K.S. Ruch.
Os três administradores da citada editora, fizeram um périplo, por todas as sedes destes clubes para recolherem as fotos de todos jogadores participantes, com o objectivo de procederem à edição.
A caderneta foi impressa na então gráfica Bertrand & Irmãos, no Dafundo.
Como à época, era coordenador para os trabalhos editoriais, recebi uma caderneta e todas as folhas impressas inteiras, com as fotos dos jogadores a cores, antes da entrega ao cliente.

Da esqueRda para a direita: Os trÊs jog. de fila inferior,
Tony, Praia e Raúl Águas
ESTE É O CONJUNTO DE JOGADODORES, QUE O BENFICA APRESENTOU, PARA A TAÇA DOS CAMPEÕES 1978/1979, QUE ESTÃO NA CADERNETA EDITADA PELA PALIREX
Como se sabe, completar uma caderneta, dava direito a prémio, o que era difícil, dado que um cromo nunca aparecia, (tinha um nome: o mais custoso), sabe-se porquê!
Como dispunha de todo o material, dei-me ao trabalho de cortar todas as fotos e colar nas janelas respectivas, é por isso que conto no meu arquivo aquele objecto interessante porque histórico.
Histórico é o que se passou no acto da entrega, os maços de fotos de jogadores, sendo as folhas com eles bastante, morosas de cortar, este iam seguindo em tranches.
Num dia bastante chuvoso o carro da entrega sofreu um despiste, os cromos transportados, espalharam-se todos na via, com a chuva a cair sobre os mesmos. Aconteceu o pior do desastre, o condutor foi vítima mortal, um rapaz muito tranquilo, já casado e com um filho.
No entanto a editora, por intermédio do seu contabilista, um dos administradores, teve a pretensão de ser ressarcido, não pelo custo de edição, mas pelo de venda ao público, para mim estava a ser bico de obra, embora dissesse, o caso ser assunto de contencioso, a tratar do assunto, até porque havia seguro.
Em resultado, conversei no respectivo departamento, fiz o que me competia, no caso e acabei por nada mais saber do assunto.
Tal como Bella Gutman, o treinador campeão europeu preconizou, quando deixou o Benfica, este não fora mais campeão europeu, não foi nessa época e ainda espera.

Daniel Costa

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Mundo e Vida

António Spínola passando em revista tropas nativas


António Spinola no comando de tropas em acção


MARECHAL SPÍNOLA



Com a designação genérica de SPÍNOLA, sub titulo SENHOR DA GUERRA, da autoria de Manuel Catarino e Miriam Assor, editado por Presselivre, Imprenssa Livre SA, para ser distribuído pelo jornal “Correio da Manhã”, mais uma biografia do grande estratega militar que foi António Spínola.
Não é minha intenção falar desta obra. Da mesma apenas desejo referir uma gralha que detectei, na segunda edição, página 54 onde refere uma tragédia em combate no Batalhão 345, que Spínola de facto comandou em Bessa Monteiro, Angola, ocorrida em 25 de Abril de 1961. Ora isso não poderia ter acontecido na data indicada.
Acontece que a esmagadora maioria dos soldados que fizeram parte dele, só vieram a assentar praça em Elvas e Castelo Branco no mês de Junho desse ano.
O 345 formou-se em Setembro de 1961 e embarcou para Angola em 14 de Novembro de 1961.
Deduzo estar certa a data mas em 1962.
De qualquer modo as gralhas são uns “pássaros”, que pairam em qualquer publicação, por muito cuidado que se tenha.
Posto isto, passo a falar num sentido mais em relação com as minhas andanças por este mundo.
É assim: sob o comando do comando do então Tenente-Coronel António Spínola, formou-se no Regimento de Cavalaria 3, em Estremoz, o Baralhão 345 em Setembro de 1961, de que eu fazia parte como elemento do Esquadrão 297.
Nos primeiros dias de Outubro seguinte, o 297, tendo o comandante mais novo, por conveniência de serviço, foi substituir um outro adido em Faro, que por sua vez foi substituir este no Batalhão.
Logo aí ficou célebre a sua frase populista, quando viu todo o Batalhão regressar da instrução militar de campo. Tinha chovido, o exercício decorrera debaixo da chuva, dando como resultado os militares terem ficado molhados e enlameados:
“É assim que gosto de ver o comportamento dos meus homens”! Disse.
Acabei, sempre integrado no 297, que também seguiu para Angola no Batalhão 350, comandado pelo Tenente-Coronel Costa Gomes, irmão do futuro Presidente da República e Marechal do mesmo apelido.
Depois vim a fazer parte do Esquadrão Eventual 350, que com o Esquadrão eventual 345, foi destinado à Província angolana diamantífera da Lunda, a fazer fronteira com o Congo Ex-belga, hoje Zaire.
Na passagem por Nova Lisboa, actual Huambo, uma dormida deu-se no quartel local, como o Eventual 345 era formado do seu Batalhão, ele apareceu e fez o seu discurso para ambos os Esquadrões, que ouviram em formatura.
Mais tarde, já na Lunda, visitou a seu Esquadrão Eventual 345, tendo-o feito de seguida ao Eventual 350, já que era tudo tropa oriunda da Cavalaria de Estremoz.
Aí visitou a instalação, de certa dignidade, o depósito de géneros alimentícios, de eu era coordenador, pelo que me estendeu a mão.
Regressado de Angola, em 1964, vim morar para Lisboa, em casa de uma prima em segundo grau. Spínola a certa altura fora visita da casa, de que tinha resultado, um outro primo ter sido seu impedido. Acabado o serviço militar, este colocou-o na Guarda-Fiscal.
Acabou por vir a resultar o filho deste ter vindo a ser seu Ajudante de Campo na Guiné-Bissau.
António Spínola veio a ser Presidente da República e ascender ao elevado à dignidade militar de Marechal.
Faleceu em 1996.



Daniel Costa